23 de janeiro de 2009

Mais info sobre o curso de bartender da IBA/ABB

O pessoal da Associação Brasileira de Bartenders me respondeu com mais informações sobre o curso:

"Bom dia Daniel,

Realmente ele será o último no Brasil, em 2010 será realizado no Uruguai.

As inscrições são feitas diretamente na associação ou via depósito.

End: Av. Senador Queiroz, 605 5º and. sl. 517 - Sta Ifigenia - SP.

Dados para depósito: Nossa Caixa Nosso Banco Ag. 0379-4 C/c. 04000359-1- Favorecido: ABB

Enviar comprovante via fax juntamente com nome completo, end, bairro, cep, tel, cpf, e-mail e qual curso vai fazer!

Maiores informações, 11 3229-4666 / 3227-6293.

Joelma Rodrigues
Secretária da ABB"

Massa de Pizza com Cerveja

Receita da Bianca Leal de Castro no site CyberCook.


Massa de Pizza com Cerveja

Ingredientes
  • 1 copo de Requeijão
  • 1 lata de Cerveja
  • 1/2 kg de Farinha de Trigo
  • 60 g de Fermento Biológico
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:
  1. Amasse todos os ingredientes até a massa ficar com ponto de chiclete.
  2. Deixe a massa descansar por 1 hora, ou até crescer.
  3. Após crescida, abra com o rolo, coloque o recheio e leve ao forno por 15 minutos, ou até a massa dourar.

22 de janeiro de 2009

Curso Profi de Bartenderismo

Prestem atenção nessa notícia da Associação Brasileira de Bartenders:
IBA Training Center - Última vez realizado no Brasil

Curso Profissionalizante

Em sua sexta e última versão no Brasil ocorrerá o 6º Course IBA Training Center na América do Sul na cidade de São Paulo, no mês de julho/2009.

Você que não teve a oportunidade de participar deste curso, aproveite agora! Faça sua inscrição neste evento Sul-Americano no Brasil com certificação internacional, apostila, visitas técnicas, aulas práticas, degustação de vinhos e um grupo seleto de alunos e instrutores.

Inscrições abertas a partir de novembro/08, faça já a sua!

Programa de ensino:

- O Papel do Bartender
- O Álcool e o Bartender
- Classificação e Tipologia de Bares, Bebidas e Coquetéis
- O Tabaco e suas aplicações
- Tendências e práticas da arte internacional da elaboração de coquetéis
- Apresentação de trabalhos
- Enologia
- Marketing e Promoção de Bares
- Controle de Bar / Custo e preço de Bebidas
- Psicologia aplicada e recursos humanos
- Exame Final
- Coquetéis com Café
- Decoração de Coquetéis

Atenção!!! Teremos a presença do: Jorge Moniz - EDC Chairman, Úrsula Chioma – Coordenadora do John White Course, Larry Naylor - EDC Southern Hemisphere, Giorgio Fadda – Presidente da AIBES e Umberto Caselli – Presidente Honorário da I.B.A.

Valor: R$ 600,00 p/ sócios e R$ 800,00 para não sócios.
Data do Curso: 03 à 17 de Julho / 2009

Dias: segunda à sexta-feira. Horário: das 9h00 às 13:00h e das 14h00 às 18h00.
Carga horária: 88 horas

19 de janeiro de 2009

O Dino-sour dos Drinks!

Apesar do imperdoável trocadilho no título, esse post é de importância histórica e etílica. Hoje vamos tratar de uma antiga categoria de cocktails - os sours!

A palavra "sour", em inglês, quer dizer "amargo" ou "azedo". Pouco lisonjeira, mas correta: trata-se basicamente de uma mistura de alguma bebida destilada, uma bebida doce, e suco de limão ou lima.

Esse tipo de mistura é tão antigo que está no seminal livro "How to Mix Drinks", de Jerry Thomas, ao lado de outras categorias comuns no final do século XIX, como os toddys e os juleps.

Seguem-se as receitas dos mais clássicos e deliciosos sours que encontrei em meus surrados alfarrábios:

神風 (Kamikaze)
Segundo a lenda, esse sour foi criado no bar da base militar de Yokosuka, perto de Tóquio, durante a ocupação estadunidense depois da II Guerra Mundial.

Serve-se: Direto; Sem gelo.
Decoração: Fatia de Limão.
Copo: Cocktail; Shot.

Ingredientes:
  • 1 parte de Vodka
  • 1 parte de Triple-Sec (Cointreau)
  • 1 parte de Suco de Limão
Misturar todos os ingredientes na coqueteleira com bastante gelo; servir direto, sem os cubos de gelo.


Amaretto Sour
Ingredientes:
  • 2 partes de Amaretto (licor de amêndoa)
  • 1 parte de Suco de Limão
Bata na coqueteleira com gelo. Sirva em um copo baixo (old-fashioned) com borda de açúcar cristal. Decore com uma cereja Marraschino.


Daiquiri
Já contei a história desse drink aqui no blog, então vamos ao que interessa:
Servir: Direto, sem gelo.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 9 partes de Rum Branco
  • 4 partes de Suco de Limão
  • 1 parte de Xarope de Açúcar
Bata tudo na coqueteleira com gelo, e sirva sem o gelo.


Sidecar

Decoração: Borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 1 parte de Brandy ou Cognac
  • 1 parte de Cointreau
  • 1 parte de Suco de Lima (ou Limão)
Misture todos os ingredientes em uma coqueteleira cheia de gelo. Sirva sem o gelo em um copo com a borda açucarada. Decore com uma tira de casca de lima.


Margarita
Um clássico para os amantes da tequila!
Servida: "On the rocks"; copo com gelo.
Decoração: Borda com sal; casca de limão.
Copo: Taça de Margarita.

Ingredientes:
  • 7 partes de Tequila
  • 4 partes de Cointreau
  • 3 partes de Suco de Limão ou Lima
Coloque todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Misture bem. Sirva em uma taça gelada decorada com borda de sal e uma casca de limão ou uma fatia de limão. Atenção: a borda de sal é opcional. Muita gente gosta por causa do visual, mas para mim é só um truque barato para disfarçar o gosto de tequila vagabunda. Se você usar tequila de boa qualidade, isso não é necessário. Você também pode variar as proporções dos ingredientes dependendo do seu gosto pessoal, mas essa é a proporção oficial da IBA.


Pisco Sour

Servido: Direto, sem gelo.
Copo: Old-fashioned.

Ingredientes:
  • 8 partes de Pisco
  • 4 partes de Suco de Limão
  • 3 partes de Xarope de Açúcar
  • 1 pitada de Bitters
Misture bem o Pisco, o suco de limão e o xarope numa coqueteleira com gelo e sirva no copo. Pingue um pouquinho de bitters (Angostura por exemplo) por cima depois de servido.


Whisky Sour

Decoração: Copo com borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Old-fashioned ou Cobbler (low ball).

Ingredientes:
  • 3 partes de Bourbon
  • 2 partes de Suco de Lima (ou Limão)
  • 1 parte de Xarope de Açúcar
Misturar na coqueteleira com gelo. Servir em um copo old-fashioned com gelo.


White Lady
Uma variação interessante do Sidecar, usando Gin ao invés de Cognac.
Decoração: Copo com borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 2 partes de Gin
  • 1 parte de Cointreau
  • 1 parte de Suco de Lima (ou Limão)
Misture os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Sirva no copo, sem o gelo, e decore com uma casquinha de lima.

18 de janeiro de 2009

Tin-tin!

O costume de brindar antes de beber é tão antigo que ninguém sabe ao certo quando e onde ele se originou. Existe uma lenda de que na Idade Média as pessoas batiam os copos uns nos outros, derrubando gotas entre os copos, para provar que eles não estavam envenenados, mas não existe nenhuma prova disso.

Considerando a universalidade do gesto de levantar os copos, podemos imaginar que isso seja tão antigo quanto os rituais, ou seja, tão antigo quanto a própria cultura humana. Talvez uma maneira de oferecer a bebida aos deuses antes de ingeri-la, pedindo por proteção e... saúde! Um gesto primitivo, precursor daquela cachacinha que jogamos para o santo.

Em todo o mundo levanta-se o copo e diz-se alguma coisa. O som dos copos batendo pode atrair os bons espíritos - ou pode ser apenas uma maneira de verificar a qualidade do cristal que o dono da casa está te oferecendo. Mas o mais importante mesmo são as intenções por trás do gesto.

Em todo o mundo se dizem várias coisas, mas o nosso bom e velho "saúde" é quase que um campeão universal. Nossos irmãos seres humanos brindam desejando "saúde" nas mais variadas línguas e nos mais diversos países:
  • Ваше здоровье! - Rússia
  • بصحتك! - Mundo Árabe
  • Egészségedre! - Hungria
  • Geiá mas! - Grécia
  • Gesondheid! - África do Sul
  • Į sveikatą! - Lituânia
  • На здраве! - Bulgária
  • На здравје! - Macedônia
  • Na zdraví! - Rep. Tcheca, Eslováquia, Eslovênia
  • Salud! - Espanha
  • Salut! - Catalunha
  • Salute! - Itália
  • Sǎnǎtate! - Romênia
  • Santé! - França e Québec
  • Saúde! - Brasil e Portugal
  • Terviseks! - Estônia
  • Topa! - Euskal Herria
  • Živjeli! - Croácia
  • Zum Wohl! - Alemanha e Áustria
Um dos principais países bebedores do mundo, a Irlanda, brinda em sua língua ancestral: "Sláinte!" - o significado, eu não sei, mas deve ser saúde.

Mas o meu brinde favorito é usado até hoje no norte da Europa e na Alemanha, e vem do tempo dos "bárbaros" que assolaram o Império Romano naquela região. Os flemish da Holanda dizem "Schol!" Os islandeses, "Skál!" Na Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, "Skål!" Na Alemanha, a grafia adotada por aquela famigerada cerveja brasileira: "Skol!"

Se a palavra não lhes parece familiar, tentem outra língua, descendente direta dessas todas: "skull" em inglês quer dizer "crânio". Segundo a lenda, os vikings arrancavam as cabeças de seus inimigos, quebravam seus crânios e usavam a parte de dentro para beber cerveja.

É uma história, mas como quase todas as ótimas histórias, é mentira. "Skol", na língua dos vikings, quer dizer apenas... "saúde".


Errata: A cerveja Skol não é brasileira. Ela foi criada em 1964 por um consórcio internacional de empresas: Allied Breweries do Reino Unido, Labatt do Canadá, Pripps-Bryggerierna da Súecia, e a Unibra da Bélgica.

Feliz 2009!

Meus caros amigos e companheiros de copo, depois de um 2008 de muito sucesso e sem ressacas, o Drink Drinker volta com força total trazendo a vocês as melhores dicas, receitas e reflexões sobre a mais antiga das artes: o birinaite!

Obrigado a todos que nos leram e nos comentaram durante o ano de 2008. Esperamos continuar com nosso bom trabalho no novo ano que se inicia.

6 de dezembro de 2008

Lynchburg Lemonade

Graças à minha santa mãezinha, que me trouxe uma garrafa de Jack Daniel's do free shop, pude experimentar em casa esse maravilhoso drink, que se tornou um dos meus favoritos de todos os tempos!

Lynchburg Lemonade
  • 1 parte de Jack Daniel's
  • 1 parte de Cointreau
  • 1 parte de Sweet and Sour Mix (açúcar com suco de limão)
  • 3 partes de Sprite
Não precisa bater, é só misturar tudo menos a Sprite em um copo grande com gelo e completar com a Sprite. Mexer delicadamente para não perder o gás. Perfeito para dias quentes e para animar festinhas de embalo.

Divirtam-se!

23 de novembro de 2008

Sorvete de Margarita da Nigella



"Até fazer isso, eu não imaginava que uma Margarita pudesse ficar ainda melhor. Agora eu sei que pode."
  • 150g de Açúcar
  • 125ml de Suco de Limão
  • 2 colheres de sopa de Tequila
  • 3 colheres de sopa da Cointreau (triple sec, licor de laranja, etc)
  • 500ml de Creme de Leite fresco
Misturar tudo até dissolver bem e congelar. Pode tentar usar a batedeira, máquina de sorvete, etc.

Divirtam-se!

19 de novembro de 2008

Boas surpresas na padaria da esquina!

Quando criei esse blog, planejava falar exclusivamente de destilados e cocktails. No entanto, isso não nos proíbe de falar de bebidas fermentadas! Especialmente as cervejas, que eu finalmente voltei a beber depois de perceber que o não era o lúpulo ou a cevada que estavam destruíndo meu estômago, mas sim as porcarias que os fabricantes de cervejas produzidas em larga escala como Skol, Kaiser e Heineken costumam colocar em suas misturas. Aos poucos fui re-descobrindo o cervejeiro que existe dentro de mim, bebendo cervejas importadas de boa qualidade e artesanais produzidas aqui mesmo na minha cidade.

Aproveito esse post para divulgar aqui dois blogs brasileiros interessantes sobre cerveja: o Beer Architecture e a Confraria Feminina de Cerveja.

Pretendo me aprofundar no assunto posteriormente, mas por enquanto vou apenas fazer uma resenha de uma cerveja que tive o prazer de conhecer, acidentalmente, na padaria aqui do lado da minha casa. Explico: existe em Belo Horizonte uma lendária vaquinha de concreto no meio da rua, na rua Leopoldina, quase esquina com Contorno. Em frente a essa vaca fica uma padaria alemã que tem comidas deliciosas, e que serve também cervejas de péssima, média e boa qualidade. Entre elas, uma cervejinha alemã que virou o principal motivo porque eu gosto de morar nesse bairro.

O nome dela é Oettinger e está disponível na tal padaria em três versões: Pils, Wheat e Super Forte. O nome "super forte" me fez pensar que a cerveja estaria sendo embalada no Brasil, mas é apenas um nome engraçado mesmo. Vai entender esses alemães!

Enquanto cometo essas maltraçadas, degusto uma latona da Oettinger Pils. Ela tem um gostinho de pão no começo, e agora no meio do copo está com um sabor forte e amargo, mas sem azedume. É forte e pesada, mas sem exageros. Apenas não é uma cerveja para beber aos litros.

Provei também a Super Forte e a danada é forte mesmo, tem quase 10% de álcool. Fui à padaria comprar pão e bolinhos e voltei andando torto pela rua. E é uma delícia. Recomendo.

Enfim, a Oettinger é uma boa opção de cerveja alemã. O preço é meio azedo: aqui na padaria ela está custando R$ 11,00 a lata. Mas é aquelas latas compridas, deve ter uns 500ml mais ou menos. É cara, mas uma única latinha já me satisfaz.

Provada e aprovada!

Hic!

2 de novembro de 2008

Biscoitos de Goró


Biscoito de Cerveja

Ingredientes
  • 500 gramas de Farinha de Trigo
  • 250 gramas de Manteiga
  • 1/2 copo de Cerveja
  • 3/4 xícara de chá de Açúcar Cristal
Misture tudo muito bem até obter uma massa lisa e homogênea.

Pegue porções da massa, faça rolinhos e depois corte em pedaços de 2,5cm de comprimento. Amasse como pequenos nhoques.

Polvilhe com o açúcar e coloque em assadeira antiaderente. Asse em forno pré-aquecido a 180ºC por 20 minutos. Retire e deixe esfriar.



Rosquinha de pinga
Ingredientes
  • 1 copo americano de Pinga
  • 1 copo americano de Açúcar
  • 1/4 copo americano de Banha ou 500 g de margarina
  • Farinha de trigo até dar o ponto
Misture todos os ingredientes e coloque farinha até dar o ponto de enrolar com as mãos.

Faça a rosquinha e coloque na forma e leve para assar em forno pré-aquécido a 180º C.

Tirar a rosquinha quando tiver dourado e passar ainda quente na pinga e depois no açúcar (para grudar).

30 de outubro de 2008

Nightripping: "Hurricane - A história (e a receita) do drink"


por Alexandre Nix

História

New Orleans, anos 40, tempos de guerra. Não qualquer guerra, mas a Segunda Grande Guerra... os estoques de whiskey estavam em baixa e B. H. O'Brien teria de solucionar esse problema de alguma forma. Não era a primeira vez que esse tipo de coisa acontecia e ele havia sobrevivido a uma crise pior há dez anos: A Lei Seca.

Em 1930 "Pat" O'Brian precisou "remodelar" seu negócio e transformou o Pat O'Brien's Bar em uma das várias casas de consumo ilegal de álcool. Rebatizou o estabelecimento como "Mr. O'Brien's Club Tipperary" e manteve sua clientela seleta, abrindo as portas apenas para quem soubesse a senha do momento. Pessoas trêmulas dizendo coisas como "Storm's Brewin" para as portas começaram a se tornar lugar comum no French Quarter.

Quando a Lei Seca terminou em 1933, O'Brien abriu oficialmente as portas e pôde deixar de dormir no chão da casa de amigos de uma vez por todas. Em 1942 mudou o local do seu bar para o número 718 da St. Peter Street. Sob o lema "Have Fun!" escrito por todo lugar, ele estabeleceu "o local" onde as pessoas deveriam estar.

Agora era a guerra atrapalhando seus negócios e os dizeres estampado nos guardanapos e aventais dos bartenders começava a se transformar em uma piada de mau gosto. Ele iria solucionar essa crise. Ele sobrevivera à Lei Seca e aquilo foi pior do que a guerra.

Na verdade o problema não era a falta de whiskey, mas o excesso de rum. Os malditos distribuidores forçavam a compra de caixas de rum para cada caixa de outro destilado encomendada. Agora Pat precisava resolver a questão do estoque absurdo de rum e manter seu lucro. Alguns marinheiros foram as primeiras cobaias de seu pequeno experimento que se tornaria uma das marcas registradas da cidade e faria conhecido seu bar por todo o país.


Receita

O Hurricane possui dezenas de variações, mas três coisas são certas:
  1. Rum;
  2. Não é o mesmo Hurricane conhecido nas Bahamas;
  3. É MUITO doce.

As variações todas se baseiam na receita original criada no Pat O'Brien's Bar, que acredito ser assim:

  • 2/3 de shot de Rum Claro
  • 2/3 de shot de Rum Escuro
  • 1/2 de shot de Suco de Laranja
  • 1/2 de shot de Suco de Limão
  • 240 ml (1 xícara) de Suco de Maracujá
  • 1 colher de chá de Açúcar
  • 1 colher de chá de Grenadine
  • Gelo picado.
Decoração: cerejas, rodelas de laranja

Modo de preparo: Em uma coqueteleira, misture o rum, os sucos e o açúcar até esse ficar diluído. Adicione o grenadine, e mexa o conteúdo até que ele fique homogêneo. Adicione gelo e misture. Preencha até a metade de um copo tipo "lâmpada" (ou "Hurricane") com gelo, adicione a mistura e mais gelo até o topo.


Tabela de conversão de medidas

  • O copo tipo "Hurricane" tem capacidade para cerca de 443ml.
  • Shot = copo de dose = 2oz. = 60ml.
  • 2/3 de shot = dois terços de um copo de dose = 1.5oz = uns 40ml (na real mesmo 44)
  • 1/2 de shot = meio copo de dose = 1oz. = 30ml.


Sugestão

Beba ouvindo Professor Longhair:

15 de outubro de 2008

Drinks com Tequila

Margarita
  • 7 partes de Tequila
  • 4 partes de Cointreau (Triple Sec)
  • 3 partes de Suco de Limão
Pegue dois pratos rasos. Esprema um limão em um deles e coloque um pouco de sal no outro. Molhe a borda da taça no suco do limão e coloque-a no prato com sal. Isso vai deixar uma borda de sal em volta da taça. Bata os ingredientes em uma coqueteleira com gelo e sirva no copo, com cuidado para não molhar a borda de sal. Decore com um lemon twist. Decoração opcional: um pouquinho de Blue Curaçao deixa a Margarita azul parecendo água do mar.

Frozen Margarita
Repita a receita da Margarita, mas dessa vez batendo os ingredientes no liquidificador com bastante gelo até formar uma espécie de sorvete.

Tequila Sunrise
  • 3 partes de Tequila
  • 6 partes de Suco de Laranja
  • 1 parte de Grenadine
Em um copo alto com gelo, coloque o suco e a tequila. Jogue o grenadine no final. Ele vai cair até o fundo do copo e começar a fazer um degradée de vermelho para amarelo - daí o "nascer do sol" no nome do drink. Não misture o drink, ou o efeito vai desaparecer.

Long Island Ice Tea
Veja a receita no artigo Drinks com Vodka.

Tequila Sour
  • 60 ml de Tequila
  • Suco de 1 Limão
  • 1 colhes de chá de Açúcar Cristal
Bater tudo na coqueteleira com gelo e servir on the rocks em um copo baixo como se fosse um whisky sour. Decorar com uma fatia de limão e uma cereja.

Matador
  • 1 parte de Tequila
  • 2 partes de Suco de Abacaxi
  • Suco de meio limão
Misture os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Sirva sem o gelo em um copo gelado - em uma taça de martini ou uma flute de champagne. Experimente também trocar o suco de limão por sweet and sour mix.

Chimayó Cocktail
  • 1.5 partes de Tequila
  • 1 parte de Cidra de Maçã
  • 1/4 de parte de Suco de Limão
  • 1/4 de Crème de Cassis
Sirva a tequila e a cidra em um copo alto com gelo. Adicione o suco de limão e o creme de cassis. Decore com uma fatia de maçã com casca.

Bloody Aztec (Asteca Sanguinolento)
  • 1 parte de Tequila
  • 1 parte de Creme de Leite
  • 1 parte de Creme de Cacau
  • Colorau
Esse drink é um "trio", ou seja, usa-se uma parte de cada um dos 3 ingredientes principais e mistura-se tudo. O colorau é apenas para dar uma cor vermelha na bebida.

Chupacabra
Um shot de tequila com gotinhas de Tabasco.

Pã nã nã nã nã - pã pã! Tequila!

Entre os vulcões misteriosos do estado mexicano de Jalisco, a 65 quilômetros de Guadalajara, fica um pequeno município chamado "Tequila". Escondidos nos recônditos de los altos, os cidadãos dessa pequena cidade conseguiram colocá-la no mapa do imaginário popular de todo o mundo graças a uma bebida destilada inventada por eles, e que foi batizada com o nome de sua cidade.

Ali cresce uma planta chamada Agave tequilana - conhecida também como Agave Azul ou simplesmente Agave. Essa planta feiosa e cheia de folhas pontudas pertence à divisão Magnoliophyta e tem um ciclo de vida muito comprido. Somente quando ela tem 12 anos de idade é que seu miolo é extraído para a produção da famosa bebida.

Esse miolo, que parece um abacaxi gigante e pesa entre 35 e 90 kg, é cozido, e a seiva que sai de suas células é então fermentada e destilada. Além da tequila, outras bebidas locais são feitas com o agave usando processos semelhantes, como o mezcal e o pulque, que são consideradas bebidas mais tradicionais do que a tequila, embora nunca tenham atingido a mesma popularidade fora do México.

Atualmente existem no México mais de 200 milhões de pés de agave azul, mas a demanda das fábricas de tequila não está conseguindo ser suprida. Ao longo das décadas, a reprodução das plantas de agave foi feita de maneira artificial para acelerar a produção, e o resultado disso foi a diminuição da variedade genética das plantas, que ficaram mais fracas e hoje estão sujeitas a vários tipos de doenças e fraqueza, o que já deixa 30% das plantações imprópria para consumo.

Na última década, a produção de agave no México caiu bastante, devido a esse conjunto de doenças e problemas genéticos, que ficaram conhecidos coletivamente pela sigla TMA - Tristeza y Muerte de Agave. Essa crise deve demorar anos para ser contornada, o que já está levando o preço da tequila a subir no mundo todo.

Segundo os registros históricos, os astecas mexicanos já produziam uma bebida alcoólica feita de agave por volta do ano 200 da era cristã. Por isso o octli, conhecido hoje em dia como pulque, pode ser considerada a bebida alcoólica mais antiga da América do Norte.

A tequila começou a ser produzida no século XVI perto da cidade de Tequila, que só foi estabelecida em 1656. Os conquistadores espanhóis, quando ficaram sem suas próprias bebidas, começaram a destilar o pulque dos astecas, dando assim origem a algo bem parecido à tequila que conhecemos hoje.

Por volta do ano de 1600, Don Pedro Sánchez de Tagle, Marquês de Altamira, começou a produzir tequila em massa, criando a primeira fábrica de tequila de Jalisco. Em 1608, o governador da colônia de Nueva Galicia começou a cobrar impostos sobre ela.

A tequila "moderna" que bebemos hoje começou a ser produzida em Guadalajara no início do século XIX. Don Cenobio Sauza, fundador da Tequila Sauza e Presidente Municipal do Vilarejo de Tequila de 1884 a 1885, foi o primeiro empresário a exportar tequila mexicana para os Estados Unidos.

A tequila se divide inicialmente em dois tipos mais básicos: 100% Agave e Mixto. Os nomes já dizem tudo: a tequila mista usa outras fontes de açúcar além do agave, tornando sua digestão mais difícil. O açúcar do agave é feito de frutose, enquanto que os outros usados na tequila mista são de glucose.

Além dessa divisão, existem cinco categorias de tequila. Assim como em outras bebidas, a tequila transparente é mais "selvagem", enquanto que a amarelada é mais suave e encorpada, por ter sido envelhecida. As cinco categorias são:
  • Plata ou Blanca – Tequila transparente, não envelhecida, engarrafada logo após a destilação, ou então envelhecida por menos de dois meses em tonel de carvalho.
  • Oro – Tequila "blanca" misturada com tequilas "descansadas" ou envelhecidas, corante caramelo, xarope de açúcar, glicerina e/ou extrato de carvalho adicionado para dar um gosto de tequila envelhecida.
  • Reposada – Envelhecida por no mínimo dois meses e menos de um ano em tonéis de carvalho.
  • Añeja – Envelhecida por no mínimo um ano mas menos de 3 anos em tonel de carvalho.
  • Extra-Añeja – Envelhecida por no mínimo 3 anos em tonel de carvalho.
As marcas mais fáceis de serem encontradas no Brasil são a José Cuervo e a Sauza. Mas já existem outras marcas aparecendo no mercado nacional - no site da Imigrantes você encontra marcas como Sombrero Negro, El Charro, Caminho Real, Reserva 1800 e um tal de "aperitivo de agave" Serra Real que é bastante suspeito.

É difícil dizer qual marca é melhor do que qual, mas a regra geral é que as tequilas reposadas e añejo são mais saborosas e descem mais macio do que as oro, blanco ou plata. Normalmente eu compro a Sauza Hacienda mesmo, ou então a José Cuervo amarelinha. Mas se eu tiver que escolher entre uma das duas, eu fico com a Sauza Hacienda mesmo.

Existem muitas lendas sobre a tequila, envolvendo a forma "certa" de beber e aquela famosa larva que mora na garrafa.

Uma dessas lendas diz que a tequila deve ser bebida com sal e limão. A pessoa coloca um pouco de sal na mão, lambe, bebe um shot de tequila, e depois chupa uma fatia de limão. É um ritual muito divertido, mas não tem nenhuma tradição nisso. No México ninguém bebe tequila assim, e o sal e o limão só servem para encobrir o gosto ruim deixado por uma tequila de má qualidade.

Apesar disso, é um ótimo ritual para ser feito em grupo, e deixa qualquer festinha mais animada. Na Alemanha, algumas pessoas fazem isso quando bebem tequila plata, e quando bebem a oro usam canela no lugar do sal e laranja ao invés de limão.

Uma forma popular de beber tequila é o body shot. Ao invés de colocar o sal na sua própria mão, o sal a tequila e o limão são colocados em corpos alheios. Por exemplo, você pode colocar o sal na barriga de uma garota, encher o umbigo dela de tequila... bem, use a sua criatividade. Mas lembre-se: não foram os astecas quem inventaram esse ritual.

De qualquer forma, beber tequila de boa qualidade com sal e limão é vacilo. O sal e o limão só vão atrapalhar a sua degustação. Quando você quiser entornar uma garrafa de José Cuervo com os amigos da faculdade, capriche no cosplay e divirta-se. Mas quando aquele seu tio que trabalha na Petrobrás trouxer uma garrafa de tequila mexicana "profissional", não usurpe o sabor da pobrecita. Beba-a pura e sem afetação.

Segundo consta nos anais (epa!) do Drink Drinker, lá nos bares de Jalisco a tequila é bebida pura, em copos de shot, acompanhada de uma bebida chama Sangrita. Os dois copos são servidos lado-a-lado e as bebidas consumidas alternadamente.
Sangrita
  • 8 partes de Suco de Tomate
  • 1 parte de Suco de Laranja
  • 1 parte de Suco de Grapefruit
  • 1 parte de Suco de Limão
  • Gotas de Tabasco (molho de pimenta)
É só misturar tudo e servir gelado.

Outra lenda maluca envolvendo a tequila é o tal do gusano, um vermezinho gordo e fanfarrão que, segundo a lenda, é servido dentro do copo de tequila, e deve ser engolido juntamente com a bebida. Pode ser uma boa maneira de provar que você é corajoso, mas certamente não era nada disso que os fabricantes de tequila tinham em mente quando decidiram transformar o suco cozido do agave em um destilado de alta qualidade.

A bebida mexicana que costuma trazer essa larva na garrafa não é a tequila, mas sim o mezcal. Nos anos 1940, Jacobo Lozano Páez, engarrafador do mezcal Matatlán, começou a colocar as larvinhas nas garrafas para diferenciar seu produto no mercado de mazcal. O truque deu tão certo que até hoje as pessoas acham que tequila boa mesmo vem com uma larva dentro. Eu não sei de onde as pessoas tiraram a idéia maluca de que um feto de inseto morto pode deixar uma bebida melhor. Não quero nem imaginar que tipo de bebida essas pessoas andam consumindo!

Se você fizer muita questão de colocar uma larva morta na sua bebida, procure pelas espécies Hypopta agavis e Scyphophorus acupunctatus - conhecidas vulgarmente no México como chinicuil e picudo del agave respectivamente.

A lenda dos vermes também diz que eles te deixam mais bêbado, causam alucinações, e são afrodisíacos. Obviamente não existe nenhuma prova disso.

A tequila pode ser bebida em vários tipos de copo, mas em 2002 o Consejo Regulador del Tequila definiu um copo especial para a bebida, semelhante a uma flute de champagne só que um pouco menor. A idéia é dar à tequila um ar mais sóbrio e refinado - para poder aumentar o preço da bebida.

Normalmente em bares ela é servida em copos de shot ou até mesmo de Old-fashioned. A Margarita, o drink mais popular feito com tequila, é servido em uma taça específica que leva seu nome.
Para mais informações sobre tequila, assista à novela mexicana "Destilando Amor", um remake de "Café com Aroma de Mulher" que se passa nos campos de agave e nas destilarias de tequila de Jalisco.

10 de outubro de 2008

Margarita!

Em homenagem à festinha mexicana que eu dei ontem, hoje vamos falar sobre a Margarita.

Antes de mais nada, gostaria de deixar uma coisa bem clara: o nome dessa bebida é MARGARITA. É, tipo aquela flor, Margarida, a namorada do Pato Donald, lembram? Pois é. Não é MARGUERITA!!! "Margheritta" é aquela pizza de mussarela com tomate e manjericão.

Margheritta é uma comida.
Margarita é uma bebida.

Margheritta é feita de queijo.
Margarita é feita de tequila.

É bem diferente, não acham?

Margarita
  • 7 partes de Tequila
  • 4 partes de Cointreau
  • 3 partes de Suco de Limão
A proporção 7:4:3 é a oficial da IBA, mas você pode experimentar outras porporções diferentes, como 2:1:1 ou 3:2:1 dependendo da preferência do seu paladar.

O preparo do drink é fácil, basta sacudir todos os ingredientes em uma coqueteleira com bastante gelo e servir. No copo, tem um charminho que faz parte da receita que é o seguinte: esprema um limão em um prato raso, e encha outro prato com sal. Vire a taça de cabeça para baixo, molhe a borda no limão e depois coloque no sal. Quando a borda estiver coberta com uma camada de sal, sirva o drink no copo, com cuidado para não deixar pingar o líquido na borda de sal. Decore com uma rodelinha de limão enfiada na borda do copo. Se o seu "cliente" não gostar do sal, ele pode usar um canudinho para bypassar o enfeite.

Para servir a Margarita, existe uma taça específica, mas você também pode usar outras taças, como a de Martini, o goblet, ou qualquer outro copo. Consulte seu fornecedor de vidros!

Além desse preparo, você também pode optar por servir a Margarita "on the rocks", ou então bater todos os ingredientes junto com cubos de gelo em um liquidificador até ficar "frozen". É uma mistura muito refrescante... e perigosa! Você também pode adicionar frutas na mistura do "frozen", como limão, abacaxi, etc.

Por hoje é só. Adios, amigos!

E nunca se esqueça: quem ergue taças é um vencedor!

3 de outubro de 2008

Laboratório Drink Drinker de Qualidade: Uísque!

O uísque, seja ele nacional ou importado, não é exatamente uma especialidade da equipe Drink Drinker. No entanto, sempre em busca da mais apurada verdade quando o assunto é bebidas alcoólicas, nossos destemidos cientistas e investigadores resolveram experimentar algumas marcas de uísque encontradas no mercado brasileiro. Aqui estão os resultados dos testes.

Por incrível que pareça, é muito difícil encontrar uísque vagabundo no mercado. Como o pobre coitado tem mesmo uma pecha de bebida de rico, ninguém confia em um uísque barato.

Mas isso não quer dizer que tudo que se encontra por aí seja coisa boa. O litro mais barato disponível no site da Imigrantes Bebidas, o "Clan MacGregor", é mal-falado nas rodas que eu freqüento, apesar de custar R$ 44,00 a garrafa. Mas eu mesmo nunca provei, e estou aberto a experimentações. Se você encontrar outras marcas mais baratas do que isso, é melhor nem arriscar.

A maioria dos uísques que eu já experimentei sem passar mal são aqueles da faixa de preço de uns R$ 60,00 o litro. Um que eu bebo e posso recomendar é o J&B Rare 8 Anos - é o uísque que está nesse exato momento no meu bar pessoal, e que eu uso para fazer drinks ou para beber puro. De vez em quando eu dou umas goladas nele e acho bem honesto. Desce macio e suave, e nunca tive ressaca com ele - ainda!

Outras marcas famosas dessa faixa são o Jameson, o Johnnie Walker Red Label e o White Horse. São todos dignos e honestos, mas eu particularmente só encaro esses três se misturados em um belo copo de Coca-Cola cheio de gelo.

Chegando ali na faixa dos R$ 100,00 a coisa começa a ficar proibitiva. Os uísques de 12 anos são bem mais caros que os de 8, mas são também bem mais saborosos. Posso afirmar categoricamente que, dentro da minha limitadíssima experiência, o Johnnie Walker Black Label é uma das melhores bebidas puras que eu já bebi na vida. Esse desce suave e é muito saboroso. Se você for rico e quiser esbanjar, pode comprar uma garrafa de 1 litro e beber no gargalo, que desce macio e reanima.

Nessa mesma faixa de preço podemos encontrar o nosso ilustre amigo e meu xará Jack Daniel's Tennessee Whisky. Apesar de seu agradável aroma e sabor, eu gosto mesmo é do danado diluído em um copão de Coca-Cola. Os puristas de plantão estão sempre prontos para apontar o dedo e me chamar de pecador, mas o copo é meu e nele eu bebo o que eu quiser.

Já na faixa dos R$ 300,00 começam a aparecer coisas como o Johnnie Walker Gold Label. Esse aí eu nunca vi nem de perto. Se você tiver dinheiro pra comprar um, me chame que eu quero ser seu amigo. Bom, já que você está a fim de gastar, por que não comprar um Johnnie Walker Blue Label logo de uma vez? Custa só R$ 589,99. Ou uma garrafinha de 700ml de Royal Salute, que sai por apenas R$ 659,99.

Ora, por que pensar pequeno? Compre logo uma garrafa de 700 ml de Ballantine's 30 Anos Old por R$ 1.246,99 e vamos celebrar a vida!

Sláinte duine a ol!

2 de outubro de 2008

Drinks com Uísque

Os puristas dizem que uísque só pode ser bebido puro, mas o nome desse blog é Drink Drinker, por isso, aqui vão algumas receitas de drinques com uísque!

Algonquin
  • 60 ml de Rye Whisky
  • 30 ml de Vermute seco
  • 30 ml de Suco de Abacaxi
  • Uma pitada de bitters (Peychaud)
É só bater e servir.

Black Hawk
  • 30 ml de Blended Whiskey
  • 30 ml de Gin
  • 15 ml de Suco de Lima
  • Uma cereja Maraschino
Misture tudo (menos a cereja) em uma coqueteleira com gelo quebrado. Sirva em um copo de cocktail e decore com a cereja.

Bourbon Cocktail
  • 60 ml de Bourbon
  • 15 ml de Curaçao de Laranja
  • 15 ml de Licor Bénédictine
  • 30 ml de Suco de Lima
  • Uma pitada de Bitters (Angostura)
Misturar e servir com uma fatia de laranja como decoração.

Champagne Julep
  • Folhas de Hortelã
  • 1 colher de chá de Xarope de Açúcar
  • 90 ml de Bourbon
  • Champagne Brut (espumante branco seco)
Amasse alguns talos de hortelã com xarope de açúcar em um copo alto, como se fosse fazer um Mojito. Encha 2/3 do copo com gelo, coloque o Bourbon, e mexa rapidamente. Termine de encher o copo com o espumante. Misture levemente e decore com um galho de hortelã.

Irish Coffee
  • 40 ml de Irish Whiskey
  • 80 ml de Café
  • 30 ml de Chantilly
  • Açúcar
Sirva o café em uma xícara, de preferência uma xícara "oficial de irish coffee". Coloque o café e o açúcar, misture bem, coloque o uísque irlandês, e cubra com chantilly.

Irish Fizz
  • 60 ml de Irish Whiskey
  • Suco de 1/2 Lima
  • 1 colher de chá de Curaçao
  • Club Soda
Misture o uísque, o suco e o Curação na coqueteleira e sirva em um copo baixo. Complete com a Soda e decore com uma fatia de lima e uma cereja verde.

Kentucky Coke
  • 30 ml de Bourbon
  • 30 ml de Licor de Cereja
  • Coca-Cola
Coloque o bourbon e o licor em um copo alto com gelo, e complete com Coca-Cola até o alto.

Lynchburg Lemonade
  • 50 ml de Bourbon
  • 25 ml de Cointreau (triple-sec, licor de laranja)
  • Suco de 1 lima
  • 15 ml de Xarope de Açúcar
  • Limonada
Encha a coqueteleira com gelo até a metade, e acrescente o bourbon, o Cointreau, o suco de lima, e o xarope. Misture bem. Coloque alguns cubos de gelo em um copo alto, despeje a mistura, complete com limonada, e sirva com uma fatia de lima.

Manhattan
  • 50 ml de Rye ou Canadian Whisky
  • 20 ml de Vermute Vermelho Doce
  • 1 pitada de Angostura (Bitters)
Misture tudo em um copo grande com gelo quebrado, sem bater na coqueteleira. Tire o gelo e sirva em uma taça de martini gelada. Decore com uma cereja Maraschino. Opção: trocar o Vermute Doce por Seco e fazer um "Manhattan Dry".

Mint Julep
  • 90 ml de Bourbon
  • 1 colher de chá de Xarope de Açúcar
  • 6 folhas de Hortelã fresco
  • Uma pitada de Angostura (bitters)
Coloque o xarope de açúcar e 3 folhas de hortelã em um copo de misturar com o Angostura bitters. Amasse as folhas com um pilão de madeira ou com as costas de uma colher. Acrescente o bourbon e misture levemente. Encha o copo com gelo quebrado e sirva.

Old-fashioned
  • 40 ml de Bourbon, Scotch ou Rye Whisky
  • 1 cubinho de Açúcar (1 colher de chá)
  • 2 pitadas de Angostura Bitter
  • 1 gole de Club Soda (água carbonatada)
Coloque o cubo de açúcar no fundo de um copo Old-fashioned. Dissolva o açúcar com o Angostura e com um pouco de club soda. Misture bem. Encha o copo com gelo e coloque o uísque por cima do gelo. Decore com uma fatia de laranja, um lemon twist e duas cerejas Maraschino.

Essa é a receita oficial da IBA. O Old-fashioned é possivelmente o primeiro cocktail a ter recebido esse nome e ainda figurar como um drink oficial da IBA. Por causa dele, o copo baixo ou "low ball" é chamado de "Old-fashioned glass", ou seja, "copo de Old-fashioned" - uma honra que poucos drinks têm, como por exemplo o Martini ou o Tom Collins.

Rob Roy
  • 45 ml de Scotch Whisky
  • 25 ml de Vermute Vermelho
  • 1 pitada de Angostura Bitter
Coloque tudo no copo da coqueteleira e misture bem, sem bater. Coloque o coador Hawthorn e sirva a mistura, sem gelo, em uma taça de martini pré-gelada.

Rusty Nail
  • 45 ml de Scotch Whisky
  • 25 ml de Drambuie (licor de uísque com mel)
Coloque todos os ingredientes em um copo old-fashioned cheio de gelo. Misture bem e sirva decorado com um lemon twist.

Whiskey Sour
  • 45 ml de Bourbon
  • 30 ml de Suco de Lima fresco
  • 15 ml de Xarope de Goma
  • 1 pitada de Clara de Ovo
Coloque tudo em uma coqueteleira sem gelo. Misture bem. Sirva em um copo old-fashioned com gelo. A mistura precisa ser feita sem o gelo, senão a clara de ovo não cria a textura adequada - semelhante ao preparo do Pisco Sour. Se não quiser a textura da clara de ovo, pode misturar tudo sem ela, com gelo na coqueteleira mesmo, e servir on the rocks. Decorar com meia rodela de laranja e uma cereja Maraschino.
Whisky Collins
  • 50 ml de Blended Scotch Whisky
  • 25 ml de Suco de Lima
  • Xarope de açúcar
  • Club Soda
Bata na coqueteleira o scotch, o suco de lima e o xarope de açúcar. Sirva em um copo alto (Collins) e complete com a Soda. Decore com uma fatia de lima.

Uísque - A água da vida!

Uma das mais famosas bebidas no panteão dos destilados é certamente o uísque, conhecido no Brasil como uísqui, uiscão, o esquisito, bala-12, cavalinho, joão andarilho, preto-e-branco, etc. No entanto, devido à péssima qualidade do uísque nacional, e dos preços proibitivos do uísque importado, essa bebida tem no Brasil muito mais fama do que reconhecimento. Então vamos logo começar a desvendar o mundo misterioso e encantador desse famoso elixir.

Ao contrário do que diz a lenda, o uísque não é originário da Escócia - ele é apenas mais uma das várias bençãos que a Irlanda já deu à humanidade - assim como os Undertones, os Stiff Little Fingers, o James Joyce, o Van Morrison, e aquela gostosinha da Dolores O'Riordan (vocalista dos Cranberries). Quer dizer, na verdade, é impossível precisar quem inventou o uísque, ou aonde, mas o registro histórico escrito mais antigo sobre o uísque de que se tem notícia data de 1405, e foi feito na Irlanda - registro semelhante, na Escócia, só apareceu por volta de 1496.

Destilar bebidas é uma atividade que surgiu no Oriente Médio (esse então tem uma lista de dádivas à humanidade tão grande que nem cabe aqui), por volta dos séculos VIII e IX, e cuja prática se espalhou pela Europa ao longo da Idade Média, graças aos iluminados monges católicos.

A palavra "whisky" vem do gaélico "uisge-beatha", que significa "água da vida". Provavelmente os soldados ingleses que invadiram a Irlanda não conseguiam pronunciar "uisge-beatha" direito, e aí acabou virando "whisky" mesmo. Tem uma frescura aí de que o uísque irlandês se escreve "whiskey" e os outros são só "whisky", mas são detalhes à parte que só interessam aos grandes empresários do ramo.

Então vamos ao que interessa.
O uísque é uma bebida alcoólica, destilada a partir de grãos de cevada, centeio, trigo e até mesmo milho. Esses grãos são usados para criar um álcool, que é então guardado em barris de madeira e deixado quieto para descansar. Ao longo dos anos, esse líquido reage com as paredes de madeira do barril, alterando sua composição química, sua aparência e seu sabor.

Existem muitos tipos diferentes de uísque. A primeira classificação que pode ser usada para diferenciá-los é a de Malt ou Grain. O uísque malt é feito com grãos de cevada maltados, enquanto que o grain é feito com grãos de cevada misturados a outros tipos de grãos.

Esse tal de "malte" de que tanto se fala tanto no mundo do uísque quanto no da cerveja é apenas um processo bastante simples para modificar a composição e o sabor dos grãos. Consiste em deixar os grãos de um cereal germinarem na água, e depois, quando o broto estiver começando a sair, interromper o processo bruscamente com a adição de água quente. O grão semi-germinado é chamado de "maltado" e tem um sabor bastante diferente do grão "cru".

A outra classificação do uísque se refere à maneira como ele é produzido e/ou misturado.
  • Vatted Malt é uma mistura de uísques de malte feitos em várias destilarias diferentes. Quando um uísque vem com "pure malt" ou só "malt" no rótulo, provavelmente é um vatted whisky. Às vezes no rótulo também vem escrito "Blended Malt". Dá na mesma: é uma mistureba de uísques de várias fontes diferentes, mas todos eles exclusivamente feitos com grãos de cevada maltados.
  • Single Malt é um uísque de malte feito em uma única destilaria, mas provavelmente feito da mistura de vários tonéis diferentes - a não ser que ele diga especificamente "single cask" no rótulo, o que significa que o uísque é todo do mesmo tonel. Normalmente o "blended" é feito com uma mistura de vários tonéis e várias idades, o que dá a cada mistura (blend) um sabor único e distinto. Normalmente o nome do uísque é o nome da destilaria que o produziu (Glenlivet, Bushmills, Yoichi), com indicações do tipo de tonel que foi usado e outras características daquela mistura.
  • Pure Pot Still é um tipo de uísque irlandês destilado em um pot-still (um tipo de alambique) feito com uma mistura de grãos maltados e não-maltados de cevada.
  • Blended é um uísque feito com a mistura de uísques maltados e de grão. Normalmente quando alguém fala em "Scotch Whisky" ou "Irish Whiskey", o mais provável é que seja um desses. Normalmente eles são feitos com uísques provenientes de várias destilarias diferentes, permitindo ao produtor colocar seu próprio nome na mistura, ao invés de ter que usar o nome de uma só destilaria (por exemplo: Chivas Regal, Jameson, Johnnie Walker).
  • Cask Strength é o tipo mais raro (e caro) de uísque. Significa que o produtor engarrafou exatamente o que estava dentro de um barril, sem diluir nem misturar com mais nada. O especialista que pega uma garrafa dessas dilui e mistura o uísque ao seu próprio gosto.
Uma das características mais marcantes do uísque é o seu envelhecimento. Todo mundo que conhece um pouquinho de uísque, e mesmo quem não bebe, já ouvi falar em uísque 8 anos, 12 anos, 18 anos, etc. Esses períodos de tempo indicam quanto tempo o uísque passou envelhecendo nos tonéis de madeira. Só porque um uísque passou mais tempo do que outro, não quer dizer que ele seja necessariamente melhor - isso depende da qualidade que o uísque já tinha quando foi colocado no tonel, e do tipo de madeira desse tonel. Ao contrário do vinho, que envelhece na garrafa, o uísque só envelhece no barril - é por isso que a idade do vinho é estampada em seu rótulo na forma do ano em que foi engarrafado, enquanto que o uísque traz apenas o tempo em que ele ficou envelhecendo na madeira. No caso dos uísques blended, que trazem misturas de uísques feitos em vários tonéis ou até mesmo várias destilarias diferentes, a idade que vem no rótulo sempre se refere à do uísque que passou menos tempo envelhecendo - sendo assim, um uísque rotulado como 12 anos pode conter partes de uísques mais envelhecidos do que isso.

Essas características todas são encontradas nos uísques irlandeses e escoceses, considerados os melhores e mais famosos do mundo, mas também se fabricam bons uísques em outros países. Recentemente, os uísques japoneses têm ganhado respeito no mercado internacional, batendo concorrentes escoceses em testes cegos. Existe também o uísque canadense, feito de centeio, que tem um sabor e uma textura que lhe são bem peculiares.

No entanto, é nos Estados Unidos que existem os uísques "nacionais" mais diferenciados. Existem basicamente quatro estilos de uísque estadunidense: Bourbon, Rye, Corn e Tennessee. O Rye Whisky, obviamente, é feito de rye, ou seja, centeio. O Bourbon e o Corn Whisky são ambos feitos de milho - o Bourbon feito com pelo menos 50% de milho, e o Corn com mais de 80% de grãos de milho na mistura.

Mas o mais interessante e característico de todos é o Tennessee Whisky. A princípio ele é produzido como o Bourbon, mas depois de destilado ele é filtrado em pedras de carvão feito de uma árvore chamada maple - aquela mesma arvorezinha simpática cuja folha está na bandeira do Canadá. Essa filtragem dá ao Tennessee Whisky um sabor e textura característicos. Esse processo foi criado pelo meu xará Jack Daniel, em cuja destilaria até hoje é fabricada uma das bebidas mais famosas do mundo, o Jack Daniel's Tennessee Whisky.

Perguntas & Respostas

Mil perdões a todos os leitores pelo sumiço, mas eu estava me mudando de casa e só hoje consegui ter acesso à internet de maneira apropriada. Nesse meio tempo, preparei uma rápida sessão de respostas a perguntas e dúvidas freqüentes que vêm inundando minha caixa de e-mails.
  • Não, eu não estou disponível para casamento. Já sou casado, e em breve terei meu primeiro filho! Sinto muito, mas as senhoritas chegaram atrasadas.
  • Não, eu não sei o que Deus pensa da bebida e do alcoolismo. Não faço a menor idéia de quais seriam as implicações dos meus post alcoólicos no meu processo de danação espiritual, seja no cristianismo ou em qualquer outro sistema de crenças. Só sei que na igreja católica a turma bem que gosta de um vinhozinho, e que a minha cerveja favorita é feita em um mosteiro beneditino da alemanha.
  • Não, eu não sou patrocinado por nenhuma fábrica de bebidas, por bares, restaurantes, ou cooperativas de táxi. Tudo o que está escrito aqui nesse blog é fruto do meu amor pelas boas bebidas.
  • Não, eu não sei te recomendar um bom lugar para comprar bebidas. Infelizmente os sites gringos não mandam para o Brasil, e o único site bom de bebidas que eu encontrei no Brasil é o Imigrantes Bebidas (link ao lado), mas eles não mandam para fora de SP. Mas se você tiver lojas do Carrefour na sua cidade, é um ótimo lugar para começar a procurar. E quando algum amigo viajar para o exterior, peça presentes do Free Shop, e não de Paris, Londres, etc.

Por enquanto é isso! Mais dúvidas e perguntas, ou sugestões? Mande e-mail para danielpoeira arroba gmail ponto com. Saúde!

26 de setembro de 2008

Lar Doce Bar

Amanhã eu e minha esposa vamos nos mudar para um novo apartamento e nos deparamos com um problema: não temos um móvel que possa servir de bar em nosso novo habitat.

Ainda não tive tempo de procurar nas lojas, mas resolvi dar uma olhada no eBay para ver o que anda agitando o mercado nesse ramo. Vejam as opções que ele me mostrou.

Esse aqui é o mais barato e simplezinho de todos, e custa uns US$ 600,00:

Caro demais, não é mesmo? E o que me dizem então desse outro, maravilhoso, que custa mais ou menos uns US$ 2.700,00?

Como podemos observar pelo reflexo do espelho no fundo, o pobre coitado vive abandonado em um depósito de cimento! Coitadinho. Olhem só que belo design, e tem até uma pia no meio!

Agora, se vocês querem mesmo passar mal, olhem só essa belezura:

Esse aí não sai por menos de US$ 5.000,00 - que tal?

Humilhado pelos fatos, recolhi-me à minha insignificância e passei a me conformar com soluções mais adequadas à minha realidade, como guardar as minhas garrafas debaixo da pia da cozinha, os copos no escorredor de pratos, e as frutas na geladeira. Quando eu quiser servir uma caipirinha para os meus amigos, eu os convido até o bar da esquina da minha nova e aconchegante casa de sóbrios.

Será que nosso herói vai mesmo desistir assim tão fácil? Não percam o próximo e eletrizante episódio dessa saga aventuresca!