14 de novembro de 2009

Bebidas da Antiguidade

Apenas por curiosidade, vejam como os povos antigos faziam suas bebidas:

Goró Neolítico (China, 7000 a.C.)
  • Mastigue grãos de arroz para que a diastase da sua saliva quebre as moléculas de carboidrato em açúcares simples.
  • Cuspa tudo em um pote.
  • Dilua um pouco de mel para ativar suas propriedades de fermentação.
  • Misture tudo com suco de frutas e deixe fermentar.

Cerveja Godin Tepe (Mesopotâmia, 3500 a.C)
  • Deixe grãos de centeio brotarem e depois torre-os para deixá-los maltados.
  • Moa os grãos com rochas basálticas.
  • Adicione água.
  • Adicione frutas ou mel para começar a fermentação.
  • Coloque alguns rabanetes para dar gosto.
  • Beba direto do garrafão com um canudo comprido.

Soma Centro-Asiático (Turcomenistão, 2000 a.C.)
  • Em uma bacia grande, amasse algumas efedras, plantas de maconha e papoulas.
  • Filtre suco de frutas através de um funel cheio de lã.
  • Misture com vinho de uva.
  • Beba e espere até as árvores começarem a dançar, as cobras começarem a falar, e o céu ficar vermelho.

Bronze Age Nordic Grog (Denmark, 1400 BC)
  • Fermente o suco de alguns cowberries e cranberries.
  • Fermente grãos de trigo.
  • Acrescente mirtilos do pântano, pólen de limoeiro, e trevos brancos.
  • Misture e divirta-se.

Hurricane - Minha Receita

Por incrível que pareça, minha bebida mais famosa nunca apareceu aqui no blog.

Nos capítulos anteriores, quando citei o Hurricane, botei uma receita que achei na internet. Depois tivemos um post especial escrito pelo Nix, onde ele dava a receita dele. Como esse drink não é oficializado pela IBA, ele não tem uma receita fixa tradicional, e cada pessoa faz de um jeito.

Pois bem. Chegou a hora de eu dar minha receita pessoal.

Hurricane do Drink Drinker

  • 1 parte de rum Bacardi Oro
  • 1 parte de suco de laranja
  • 1 parte de suco de maracujá
  • 1 parte de sweet-and-sour mix

Para facilitar sua vida, vou mandar a receita dichavada adaptada para a realidade brasileira:

2 copos de Bacardi Oro
2 copos de água
1 copo de suco de maracujá Maguary concentrado
1 copo de suco de laranja Maguary concentrado
1 copo de açúcar cristal
1 copo de suco de limão

É só misturar tudo muito bem em uma jarra, e servir em copos altos com gelo.

Saúde, e peguem leve, que esse drink desce suave, mas é forte!

26 de outubro de 2009

Receitas dos drinks de "Mad Men"



A revista Debonair publicou um post em seu blog listando e ilustrando os drinks preferidos dos personagens do seriado "Mad Men", da HBO:

Mad Cocktails - The drinks of Madmen

Recomendo a leitura, e também o seriado, que é muito bom! É impressionante sentir a realidade dos anos 1960 quando as pessoas bebiam e fumavam indiscriminadamente sem saberem ao certo que mal aquilo provocaria. No caso das bebidas, hoje em dia criou-se uma paranóia muito forte, e pessoas que queiram beber 1 ou 2 drinks precisam se esconder da polícia moral. Beber de dia então, é um sacrilégio... Acho tudo isso uma besteira. Claro que o pessoal do seriado exagera um pouquinho, mas por outro lado devia ser muito bom viver em um mundo onde você pode freqüentar os bares e restaurantes maravilhosos que aparecem na série e beber aqueles cocktails bem-preparados e visualmente atraentes. Uma distante realidade que aos poucos tentamos mudar, pelo menos nos pequenos bares que temos em casa!

8 de julho de 2009

Xarope!

Nossa leitora Dani Strudel mandou uma pergunta intrigante: o que é esse tal de xarope de açúcar que eu vivo colocando nas receitas e nunca explico o que é?

O xarope, conhecido em inglês como "simple syrup", é apenas uma mistura de água com açúcar, normalmente usada nos drinks para equilibrar o amargo de outros ingredientes como o suco de limão e de lima.

O método de preparo é muito simples. Vou explicar aqui como eu faço na minha casa, e você pode experimentar e ir mudando o procedimento de acordo com suas necessidades.
  1. Toma-se de 1 medida de água filtrada e 1 medida de açúcar.
  2. Coloque a água para ferver em uma leiteira pequena.
  3. Quando estiver fervendo "em caixão", abaixe o fogo e comece a despejar o açúcar aos poucos, sempre mexendo bastante até dissolver cada colherada.
  4. Procure deixar o fogo baixo e dissolver o açúcar bem rápido, senão o caldo começa a escurecer e fica com um leve gosto de caramelo. Se escurecer um pouquinho ninguém vai morrer por causa disso, mas fique atento da próxima vez. O ideal é que ele fique cristalino, transparente.
  5. Espere a mistura esfriar, coloque em um pote com tampa, e guarde na geladeira, longe das formigas e das abelhas.
Mais moleza que isso, só sopa de scargot.

Essa proporção de água e açúcar a 1:1 pode ser variada. Tem gente que gosta de tentar colocar o máximo de açúcar que as leis da física permitam, mas não precisa exagerar. Quando estiver craque no procedimento, pode experimentar outras proporções até encontrar a sua predileta.

Pode guardar o xarope na geladeira sem susto, ela não endurece e nem cristaliza. Já deixei meu pote 1 mês na geladeira e tudo continuou como no dia em que o xarope foi feito (isso na proporção 1:1, não sei se com o caldo mais concentrado ele pode agir de maneira diferente).

Você já deve ter visto por aí também um tal de "sweet and sour mix". Normalmente ele é feito com xarope de açúcar misturado com suco de limão, tambpem na proporção 1:1 - mas como os dois misturam facilmente, eu não costumo deixar isso preparado antecipadamente. Quando a receita pede sweet & sour mix, eu apenas coloco metade de xarope e metade de suco de limão.

Durante um bom tempo eu achei que esse xarope de açúcar era frescura e usava apenas açúcar refinado direto nos drinks. Obviamente eu estava era com preguiça de cozinhar. Os drinks não ficavam exatamente ruins, mas depois que comecei a usar o xarope de verdade minha vida mudou para melhor. Além de modificar a textura dos drinks, o xarope dá um tipo de adocicado que é diferente do açúcar puro. E também, por ser um líquido, ele se mistura totalmente às outras bebidas, ao invés de ficar depositado no fundo do copo como o açúcar normal.

Acho que é isso! Divirtam-se!

2 de julho de 2009

Nosso bom e velho amigo GIN!

Estou com uma garrafa do delicioso gin Bombay Saphire aqui em casa e não estava sabendo o que fazer com ele, já que estou entediado de tomar gin tônica. Resolvi então fazer uma rápida pesquisa e encontrei algumas pequenas pérolas de simplicidade, que exigem poucos ingredientes e realçam o sabor do gin.

Bronx
  • 2 doses de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Laranja
  • 1/2 dose de Vermute Seco
  • 1/2 dose de Vermute Doce
Bater tudo com gelo em uma coqueteleira e servir coado em uma taça de cocktail.

Gimlet
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Limão
  • 1/2 dose de Xarope de Açúcar
Misturar tudo com gelo em uma coqueteleira e servir sem gelo em uma taça de cocktail. Decorar com uma casquinha de limão.

Gin Sling
  • 1 dose de Gin
  • 1 dose de Suco de Lima
  • 1/4 de dose de Xarope de Açúcar
  • 2 colher de chá de Água
Misture tudo com gelo em uma coqueteleira e vire com gelo e tudo em um copo highball. Decore com um lemon twist.
Gin Sour
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Lima
  • 1/2 colher de chá de Açúcar Refinado
Misture tudo em uma coqueteleira com gelo. Sirva com gelo em um copo baixo decorado com uma cereja.

Tom Collins
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Lima
  • 1 colher de chá de Açúcar
  • 2 doses de Club Soda
Misture o gin, o suco de lima e o açúcar em uma coqueteleira com gelo. Sirva em um highball com gelo. Complete com a Club Soda e decore com uma fatia de lima.

28 de maio de 2009

Macacos x Drinks



Trecho de um documentário da BBC sobre comportamentos estranhos em animais. Segundo o estudo realizado com esses macacos do caribe, as porcentagens de espécimes que não bebem álcool, que bebem moderadamente, e que bebem até cair, são exatamente as mesmas da nossa espécie. Ou seja, a tolerância e o gosto por álcool são definidos pelo DNA, e não pela cultura.

A única diferença é que, entre os macacos, quem bebe até cair é respeitado como um bom líder. Se bem que, lembrando do Churchill e do Boris Yeltsin, até que...

26 de maio de 2009

Socorro!

Nossa ilustríssima leitora Júlia enviou essa pequena obra-prima dos bares domésticos:





(clique na foto para ver mais)

24 de maio de 2009

Kampai! A história do sakê.

Toda grande civilização tem uma grande bebida. E a milenar cultura japonesa não teria passado por tantos séculos de glória sem a ajuda desse combustível essencial: o sakê.

Vamos começar nossa aventura de hoje pelo começo, corrigindo duas confusões. A primeira é que a palavra sakê, na língua japonesa, é apenas um termo genérico para descrever qualquer bebida alcoólica. O nome "correto" disso que nós chamamos de sakê é "nihonshu" (日本酒). A segunda é que muita gente chama o sakê de "vinho de arroz", quando na verdade seu processo de fermentação é diferente tanto do do vinho quanto do da cerveja.

Mas vamos evitar a fadiga e chamar o nihonshu de sakê mesmo. Bola pra frente.

Como muita coisa no Japão, a origem do sakê é tão antiga que ninguém sabe direito como tudo começou. Fato é que existem documentos que descrevem, no ano 712 do nosso calendário, os simpáticos habitantes daquela distante ilha asiática envolvidos em um ritual de bebedeira e dança. Existem também registros de produção de uma bebida usando grãos mastigados e cuspidos para fermentar - processo semelhante ao nosso brasileiríssimo cauim. Essa é uma dar formas mais antigas conhecidas pelo homem de transformar plantas em goró, e os chineses já a utilizavam no século XIV a.C.!

No período Asuka da história do Japão (entre 538 e 710 d.C.) o sakê já era a bebida alcoólica predominante naquele país, e sua receita básica já era utilizada. Os ingredientes utilizados para sua produção eram apenas três: água, arroz, e um fungo chamado kôji (nome científico Aspergillus oryzae, o mesmo que é utilizado na produção do molho de soja e do missô). Inicialmente essa produção era monopólio do governo, mas por volta do século X os templos budistas e shintoistas começaram e produzir seu próprio sakê, e se tornaram os principais produtores da bebida até o século XV.

Durante a Restauração Meiji, o governo liberou a abertura de fábricas de sakê, e em cerca de 1 ano foram abertas 30.000 destilarias da bebida em todo o Japão. No entanto, os impostos cada vez mais agressivos fecharam a maioria delas, e esse número caiu para "apenas" 8.000. A maioria delas era controlada por senhores de terras e fazendeiros que plantavam arroz e aproveitavam as sobras de colheita para produzir sakê.

Ao longo do tempo a produção de sakê foi ficando cada vez mais especializada e lucrativa. Em 1904 o governo japonês criou o Instituto de Pesquisas da Produção de Sakê, uma espécie de Embrapa especializada em "bebidas adultas". Em 1907 o governo também lançou um concurso para eleger os melhores sakês do Japão, incentivando o aumento de qualidade dos produtos.

Nesse início de século XX também chegaram os tonéis vitrificados, que o governo obrigou os produtores a usar em substituição aos de madeira. A explicação oficial eram os motivos de higiene, mas o fato dos novos tonéis evitarem a evaporação, aumentando a produtividade e, conseqüentemente, os impostos, também deve ter pesado na decisão do governo.

A última grande revolução no método de produção do sakê ocorreu durante a II Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos diminuiu significantemente o volume de arroz disponível para a produção de bebidas. Os produtores criaram então novos métodos de produzir a bebida, misturando álcool puro e açúcar na massa fermentada de arroz. Infelizmente esse método se tornou o padrão de indústria e é usado até hoje - estima-se que 75% do sakê produzido hoje utilize essa estratégia que desrespeita a tradição.

Paradoxalmente, após a II Guerra Mundial o sakê não voltou a seus índices anteriores de popularidade, mas entrou em declínio em seu país de origem. À medida em que os anos de passam, a qualidade do sakê japonês aumenta, mas seu consumo doméstico diminui. Nos anos 1960, o consumo de cerveja no Japão ultrapassou o de sakê, e de lá pra cá sua popularidade em seu país de origem apenas decaiu.

Felizmente, no resto do mundo, sua popularidade, cresceu. Com fábricas espalhadas na China, Ásia, América do Sul, América do Norte e Austrália, a bebida japonesa alcançou status mundial e é hoje consumida nos quatro cantos do mundo.

50 posts!

Só pra registrar que ultrapassamos a marca de 50 posts... Gostaria de agradecer a todos que nos visitam e deixam seus comentários, é muito importante para nós saber a opinião de vocês. Nossa cruzada épica em nome da boa bebedeira não faria sentido se não fosse por vocês.

Tin tin!

Sky-bar em Praga

A gente que mora aqui no Brasil se acostumou a associar o ambiente da bebedeira a mesinhas de plástico instaladas em uma calçada, ou no máximo um botecão azulejado. Tudo bem, acho tudo isso muito doido, mas às vezes eu sinto falta de ter uma opção mais "profissional".

Historicamente os grandes bares do mundo sempre foram os dos hotéis internacionais, e foram nesses bares que nasceram vários dos drinks mais clássicos e históricos que conhecemos hoje. Aqui em minha querida e humilde cidade de Belo Horizonte fica cada vez mais difícil encontrar um lugar razoável para beber - e é impossível ver um bar como esse.

Estou falando do "Cloud 9" que fica no alto do hotel Hilton de Praga, capital da República Tcheca (região da Boêmia para os íntimos). Dêem uma bela olhada nesse link. Reparem na vista, nos drinks, mas especialmente na decoração e na ambientação do lugar. Cada detalhe importa: a distância entre as cadeiras, a iluminação, as cores, as texturas dos materiais... *lagriminha*

13 de maio de 2009

Resenha: Áustria Beer - Amber

Há alguns anos atrás saiu uma pesquisa sabe-se-lá-de-quem dizendo que Belo Horizonte era a melhor cidade do mundo para morar. Obviamente todos rimos muito disso e mais ainda das propagandas que a Prefeitura fazia em cima dessa "constatação".

Pois bem. Anos depois, ouso pensar que talvez seja verdade.

Explico. Belo Horizonte fica em uma região abençoada por inúmeras fontes de água natural, que vem de mananciais subterrâneos limpinhos e cheirosos. Graças a isso (e a outros fatores sobre os quais não pretendo me estender), de alguns anos para cá a produção belorizontina de cerveja aumentou muito em volume, diversidade, e, principalmente, qualidade.

As últimas estimativas apontavam um número de aproximadamente 220 cervejarias artesanais nas redondezas da capital alterosa. Além delas, existem pelo menos 4 fábricas de chopp - Falke, Wäls, Backer e Krug - que lentamente vão se posicionando no mercado local, dando aos belorizontinos opções choppísticas muito superiores ao lixo distribuído pela Ambev.

Recentemente a Krug Bier lançou no mercado local sua versão engarrafada: a cerveja Áustria. A fábrica fica no bairro Jardim Canadá, a apenas alguns quilômetros da minha casa e dos princiáis bares do Centro e da Savassi. Isso garante uma cerveja fresca e saudável, produzida apenas com malte de cevada, água e lúpulo. Nada de arroz, milho, conservantes, odorizantes, corantes ou sabão em pó.

Uma garrafa de 600ml custa em média uns 7 reais. É uma cerveja honesta, boa, limpinha e trabalhadeira. Vale a pena experimentar!

Existem outros dois sabores além do "Amber" que eu ainda não experimentei, mas pretendo preencher essa lacuna em breve.

Maiores informações no site da empresa.

11 de maio de 2009

História da Cerveja (infográfico)

O site Manolith publicou um post com um info-gráfico da História da Cerveja. É muito bacana, recomendo a todos a leitura:

http://www.manolith.com/2009/04/15/history-lesson-the-story-of-beer/

O Mapa do Goró

(interessante notar que o mapa da bebida é muito parecido com o mapa da riqueza e do desenvolvimento... fica a dica!)

4 de maio de 2009

Os uísques mais caros do mundo

Eu estava passeando em um blog chamado Most Expensive quando me deparei com um post sobre os uísques mais caros do mundo. Vejam a lista:
  • Bourbon: Old A. H. Hirsch Reserve - US$ 300,00
  • Canadian: Crown Royal’s Extra Rare Heritage Blend - US$ 10.000,00
  • Scotch: Dalmore 62 Single Highland Malt Scotch Whisky - US$ 58.000,00
  • Irish: Nun’s Island Distillery Pure Pot Still Whiskey - US$ 143.020,00

Não é esquisito que o uísque irlandês mais caro do mundo seja muito mais caro do que o bourbon mais caro? Duvido muito que um uísque consiga ser 476 vezes melhor do que outro.

Acontece que o preço das bebidas é uma coisa totalmente subjetiva, que não depende apenas da qualidade da bebida. Além disso, esse uísque irlandês sequer foi vendido por esse preço: a loja apenas o oferece por ele, mas até agora ninguém comprou a única garrafa existente. Já o tal scotch de 58.000 pratas foi leiloado e comprado por esse preço. O canadense é exclusivíssimo, e foi servido até mesmo para a Rainha Elizabeth II.

A lição aqui é: nem sempre a bebida mais cara vale mais. A relação custo-benefício deve ser sempre levada em conta - desde que o custo não seja exorbitante, e que o benefício não seja pequeno demais. Ainda não vale a pena tomar uma vodka assassina por apenas 3 reais o litro!

Quanto a mim, se tivesse tanto dinheiro sobrando, iria preferir comprar 476 garrafas do melhor bourbon do mundo do que uma única garrafa do melhor irlandês...

1 de maio de 2009

Maibaum


Feliz Maibaum para todos os alemães bebedores de cerveja do mundo!

25 de abril de 2009

Depois da vodka com jabá, vem aí a vodka com bacon!

Pois é, falei brincando em vodka com jabá outro dia, e olhem só o que me aparece pela frente:



Sim, é exatamente o que parece. E não é Photoshop.

20 de abril de 2009

Recife tem o maior consumo de uísque do mundo

14/04/2009 - 07h55

Recife tem o maior consumo de uísque do mundo, diz revista especializada

RAFA SANTOS
Colaboração para a Folha Online

O emergente mercado brasileiro de uísque tem uma série de pequenas e interessantíssimas particularidades. A primeira é que Recife (PE) é a cidade que detém o maior consumo de uísque per capita em todo o mundo. Os dados são da prestigiada publicação inglesa "The Whisky Magazine".

A cidade conhecida por suas pontes, carnaval e belas praias tem grande importância no setor nacional. Tanto que Eduardo Blohm Bendzius, diretor de marketing da Diageo --que controla as marcas Smirnoff, Johnnie Walker, Captain Morgan, Baileys, J & B, José Cuervo e a cerveja Guinness--, explica que a empresa executa ações específicas para Pernambuco. "O Brasil, hoje, é o país onde mais se consome Johnnie Walker Red Label no mundo, e Recife corresponde a pelo menos 40% desse volume", diz.

Segundo Bendzius, Recife é um grande mercado não apenas para o uísque, mas também para outras bebidas destiladas. "A cidade tem uma cultura de destilados que também abarca bebidas como o rum", explica.

19 de abril de 2009

Coquetéis Irrestíveis

Extraído da revista "Casa & Jardim" de Maio de 1964...

Vamos experimentar algumas bebidas fortes e estimulantes para nos aquecer nos próximos dias frios e tornar nossa hospitalidade verdadeiramente "calorosa"! Experimente alguns dêsses irresistíveis!

MUNDO LOUCO
  • 1 medida de caldo de laranja;
  • 1 medida de gim;
  • 1 medida de groselha;
Misture com gêlo picado, bata bem em coqueteleira ou no liquidificador até espumar e sirva em cálices para 5 pessoas.

NÉCTAR DE OURO
  • 4 colheres de suco de limão;
  • 2 gemas;
  • 4 colheres de açúcar;
  • 2 xícaras de conhaque;
  • gêlo moído.
Bata tudo junto, muito bem, e sirva geladinho.

RUM-BIS
  • 1 colher de açúcar;
  • 2 colheres de limão;
  • 1 cálice de rum;
  • 1 pedra de gêlo esmigalhada.
Bata bem, vire num copo alto e acabe de encher com club soda ou sifão bem gelado. Dá para uma pessoa.

COQUETEL BENVINDO
  • 1/4 de copo de rum;
  • 1/4 de copo de conhaque;
  • 1/4 de copo de kirsch;
  • 1/2 copo de água;
  • 1/2 colher de açúcar;
  • 1/2 colher de absinto;
  • 1/2 colherinha de aroma de baunilha;
  • 1 gema.
Bata tudo no liquidificador ou coqueteleira, junte gêlo picado, bata mais um pouco e sirva para 5 pessoas.

16 de abril de 2009

Receita: Jabá com Vodka?

A combinação parece esquisita, mas foi isso que aconteceu.

Ao longo da curta e festejada trajetória desse blog, já recebi muitos elogios e agradecimentos de leitores desconhecidos ou anônimos; pessoas que apenas caíram aqui enquanto procuravam algo e gostaram do que encontraram. Para quem está aqui do outro lado, trabalhando sozinho e de graça, não existe recompensa melhor do que essa apreciação sincera dos leitores.

Mas nem todo mundo pensa assim. Nos últimos anos, agências de "marketing de guerrilha" têm continuamente procurado blogs e oferecido dinheiro ou outras "vantagens" em troca da divulgação de um produto, serviço, empresa, marca ou o que quer que seja. E agora o que eu temia aconteceu: uma dessas empresas me procurou oferecendo a oportunidade de participar de uma ação de marketing para a divulgação do produto do cliente deles - no caso, uma marca de vodka nacional.

Esse é um assunto polêmico e eu não vou me extender muito sobre ele, mas gostaria de aproveitar essa oportunidade para deixar uma coisa bem clara: Nosso blog não está à venda. Se alguma marca de bebida quiser que nós façamos uma resenha de algum de seus produtos, tudo bem: envie uma amostra do produto e nós faremos a resenha com o maior prazer. Agora, uma empresa querer que eu participe de uma "ação" para divulgar um produto que eu sequer consumo no meu dia-a-dia, está fora de cogitação. Esse blog só exprime a minha opinião pessoal sobre as coisas, e nada mais do que isso.

Normalmente essa opinião pessoal é sobre bebidas, mas hoje decidi tocar nesse assunto um pouco chato porque acho importante que todos os blogs se posicionem diante dessa nova encruzilhada em que a "blogosfera" se encontra. De um lado, estão os criadores de conteúdo, povoando seus blogs com informações que atraem leitores. Do outro, empresas que querem divulgar seus produtos para esses leitores. Qual caminho cada um de nós vai trilhar?

Cada um faz o que quiser com seu blog. E nesse aqui, ninguém brinca de publicitário. Não queremos "monetizar" nada nem "gerar buzz" nenhum.

A gente veio aqui pra beber.

12 de março de 2009

Mundo Absoluto

Quando eu era adolescente, que é a fase perfeita pra começar a virar alcoólatra, eu não chegava nem perto de bebida. Todo mundo que eu conhecia que bebia era chato, falava alto, e parecia ridiculamente tolo quando estava bêbado. Eu não entendia que a culpa era das pessoas, e não da bebida.

Já adulto, comecei a beber, aprendendo por conta própria a apreciar tudo o que faz parte do mundo das bebidas. Doutrinei-me nos sabores dos destilados, e passei a cultivar o hábito de beber pouco e sempre, cuidando com muito carinho da qualidade dos líquidos ingeridos, e também das companhias em que isso é feito, que foram ficando cada vez menos e melhores.

Uma dessas raras boas companhias de copo, minha amiga-quase-irmã Viviane, me mandou esse lembrete de como poderia ser o mundo se todo mundo bebesse Absolut ao invés de Skol:

20 de fevereiro de 2009

Especial Carnaval

Senhoras e senhores, mais uma vez se aproxima um dos momentos mais esperados do calendário brasileiro. O reinado de Momo está chegando, e é hora de enfrentar aquela maratona interminável de bailes, festas, cordões, blocos e pagodes em geral. A receita é sempre a mesma: muito barulho, pouca roupa, e bebida vagabunda.

Em todo o Brasil, fábricas de cerveja de baixíssima qualidade investem milhões de dólares em marketing e patrocínio para convencer os carnavalescos a consumirem seus hediondos produtos. Seduzidos pelas curvas das mulatas, pelo marketing e pela publicidade - e também forçados pelas regras de mercado, que nunca permitem que um mesmo local venda mais de uma marca de cerveja - os súditos do Rei Momo caem na folia já sabendo que vão encarar diarréias, vômitos, desmaios e ressacas provocados por bebidas de má qualidade.

Além das cervejas supra-citadas, os bailes de carnaval do Brasil inteiro padecem da falta de opções de boas bebidas, não raro envenenando os foliões com misturas de alta periculosidade como Porradinhas, Capetões, Céus Azuis, Marulas, CaipiXPTO e outras invencionices que a criatividade do povo brasileiro não cansa de inventar. No Brasil, vale tudo para dilapidar o patrimônio financeiro e arruinar a saúde dos incautos praticantes da carnavália.

Pensando nisso,
o seu blog favorito saiu em socorro de tantas vítimas da irresponsabilidade e decidiu criar um manual definitivo para o folião bebedor. Com vocês...



O Incrível Guia Carnavalesco
Drink Drinker Para Evitar
Vômitos, Desmaios e Ressacas!


Coma gordura! A gordura forra o seu estômago e evita que o etanol irrite as mucosas nas paredes dele. Mas cuidado: fritura demais pode acabar irritando seu estômago do mesmo jeito! Procura comer comidas que tenham gorduras não-fritas, como, por exemplo, queijos e sorvetes.

Mantenha-se hidratado! Um dos efeitos mais drásticos da ressaca é a desidratação. Mantendo seu corpo hidratado, sua circulação funciona melhor, e o seu fígado vai conseguir desintoxicar o seu sangue com mais eficiência. Além disso, o álcool é diurético, e faz o seu organismo produzir mais urina do que o normal - você tem que mandar para dentro pelo menos o mesmo tanto de água que saiu!

Escolha sua bebida com cuidado! Toda bebida alcoólica contém algumas impurezas e toxinas, especialmente uma tal de "congener". Regra geral, quanto mais vagabunda a bebida que você ingere, maior a concentação dessas toxinas. No caso do vinho tinto, ainda tem uma tal de "tiamina" que é de lascar. Evite ao máximo essas bebidas de baixa qualidade. Se você quer ficar bêbado, faça isso com poucas bebidas fortes e de boa qualidade. Fique longe das cervejas industrializadas, produzidas em escala industrial - essas mesmas que patrocinam todos os eventos carnavalescos do Brasil! Além dessas toxinas, elas contém conservantes, aditivos químicos e outros produtos tóxicos que destróem o seu estômago. Quem bebe esse tipo de cerveja costuma ter mais problemas de saúde (ressaca, principalmente) por causa dos aditivos químicos do que por causa do etanol em si!

Misture as bebidas! Esse negócio de que não pode misturar fermentado com destilado é a maior balela. Etanol é etanol, e pronto. E já que vamos misturar cerveja com vodka, vinho com tequila, por que não adicionar à mistura outras bebidas, como refrigerantes, sucos, e até mesmo a tal da água mineral? Mantenha seu cardápio líquido bastante variado, isso vai ajudar seu organismo a lidar melhor com o etanol que você está ingerindo.

Beba com moderação! Toda propaganda de cerveja vagabunda diz isso, mas ninguém explica o que é moderação. Seu fígado processa o álcool equivalente a 1 cerveja por hora. Faça as contas!

Não tome remédios! Existem vários remédios que prometem acabar com a ressaca e a dor de cabeça. Se você quebrar nossas regras e acordar de ressaca, não tome remédios! Aspirina ataca o seu estômago e vai agravar ainda mais os sintomas da ressaca. Tylenol, misturado com o álcool que está no seu organismo, provoca uma verdadeira bomba no seu fígado. Se quiser tomar alguma pílula, use suplementos multi-vitamínicos para tentar ajudar seu organismo a se desentoxicar.

Por último, uma dica extra para evitar coisas muito mais desagradáveis do que dor de cabeça, enjôo e gosto de cabo de guarda-chuva na boca:

Não dirija! Nunca é demais lembrar: quem gosta de beber não pode dirigir. Não é que não deve, ou que seria melhor não dirigir. Não pode e pronto. Se você não está disposto a abrir mão do volante em nome da bebida, você não merece nem o seu carro e nem o seu drink. Além disso, andar é bom para estimular a circulação e evitar a ressaca.

...e que comecem os folguedos momescos!

23 de janeiro de 2009

Mais info sobre o curso de bartender da IBA/ABB

O pessoal da Associação Brasileira de Bartenders me respondeu com mais informações sobre o curso:

"Bom dia Daniel,

Realmente ele será o último no Brasil, em 2010 será realizado no Uruguai.

As inscrições são feitas diretamente na associação ou via depósito.

End: Av. Senador Queiroz, 605 5º and. sl. 517 - Sta Ifigenia - SP.

Dados para depósito: Nossa Caixa Nosso Banco Ag. 0379-4 C/c. 04000359-1- Favorecido: ABB

Enviar comprovante via fax juntamente com nome completo, end, bairro, cep, tel, cpf, e-mail e qual curso vai fazer!

Maiores informações, 11 3229-4666 / 3227-6293.

Joelma Rodrigues
Secretária da ABB"

Massa de Pizza com Cerveja

Receita da Bianca Leal de Castro no site CyberCook.


Massa de Pizza com Cerveja

Ingredientes
  • 1 copo de Requeijão
  • 1 lata de Cerveja
  • 1/2 kg de Farinha de Trigo
  • 60 g de Fermento Biológico
  • Sal a gosto

Modo de Preparo:
  1. Amasse todos os ingredientes até a massa ficar com ponto de chiclete.
  2. Deixe a massa descansar por 1 hora, ou até crescer.
  3. Após crescida, abra com o rolo, coloque o recheio e leve ao forno por 15 minutos, ou até a massa dourar.

22 de janeiro de 2009

Curso Profi de Bartenderismo

Prestem atenção nessa notícia da Associação Brasileira de Bartenders:
IBA Training Center - Última vez realizado no Brasil

Curso Profissionalizante

Em sua sexta e última versão no Brasil ocorrerá o 6º Course IBA Training Center na América do Sul na cidade de São Paulo, no mês de julho/2009.

Você que não teve a oportunidade de participar deste curso, aproveite agora! Faça sua inscrição neste evento Sul-Americano no Brasil com certificação internacional, apostila, visitas técnicas, aulas práticas, degustação de vinhos e um grupo seleto de alunos e instrutores.

Inscrições abertas a partir de novembro/08, faça já a sua!

Programa de ensino:

- O Papel do Bartender
- O Álcool e o Bartender
- Classificação e Tipologia de Bares, Bebidas e Coquetéis
- O Tabaco e suas aplicações
- Tendências e práticas da arte internacional da elaboração de coquetéis
- Apresentação de trabalhos
- Enologia
- Marketing e Promoção de Bares
- Controle de Bar / Custo e preço de Bebidas
- Psicologia aplicada e recursos humanos
- Exame Final
- Coquetéis com Café
- Decoração de Coquetéis

Atenção!!! Teremos a presença do: Jorge Moniz - EDC Chairman, Úrsula Chioma – Coordenadora do John White Course, Larry Naylor - EDC Southern Hemisphere, Giorgio Fadda – Presidente da AIBES e Umberto Caselli – Presidente Honorário da I.B.A.

Valor: R$ 600,00 p/ sócios e R$ 800,00 para não sócios.
Data do Curso: 03 à 17 de Julho / 2009

Dias: segunda à sexta-feira. Horário: das 9h00 às 13:00h e das 14h00 às 18h00.
Carga horária: 88 horas

19 de janeiro de 2009

O Dino-sour dos Drinks!

Apesar do imperdoável trocadilho no título, esse post é de importância histórica e etílica. Hoje vamos tratar de uma antiga categoria de cocktails - os sours!

A palavra "sour", em inglês, quer dizer "amargo" ou "azedo". Pouco lisonjeira, mas correta: trata-se basicamente de uma mistura de alguma bebida destilada, uma bebida doce, e suco de limão ou lima.

Esse tipo de mistura é tão antigo que está no seminal livro "How to Mix Drinks", de Jerry Thomas, ao lado de outras categorias comuns no final do século XIX, como os toddys e os juleps.

Seguem-se as receitas dos mais clássicos e deliciosos sours que encontrei em meus surrados alfarrábios:

神風 (Kamikaze)
Segundo a lenda, esse sour foi criado no bar da base militar de Yokosuka, perto de Tóquio, durante a ocupação estadunidense depois da II Guerra Mundial.

Serve-se: Direto; Sem gelo.
Decoração: Fatia de Limão.
Copo: Cocktail; Shot.

Ingredientes:
  • 1 parte de Vodka
  • 1 parte de Triple-Sec (Cointreau)
  • 1 parte de Suco de Limão
Misturar todos os ingredientes na coqueteleira com bastante gelo; servir direto, sem os cubos de gelo.


Amaretto Sour
Ingredientes:
  • 2 partes de Amaretto (licor de amêndoa)
  • 1 parte de Suco de Limão
Bata na coqueteleira com gelo. Sirva em um copo baixo (old-fashioned) com borda de açúcar cristal. Decore com uma cereja Marraschino.


Daiquiri
Já contei a história desse drink aqui no blog, então vamos ao que interessa:
Servir: Direto, sem gelo.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 9 partes de Rum Branco
  • 4 partes de Suco de Limão
  • 1 parte de Xarope de Açúcar
Bata tudo na coqueteleira com gelo, e sirva sem o gelo.


Sidecar

Decoração: Borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 1 parte de Brandy ou Cognac
  • 1 parte de Cointreau
  • 1 parte de Suco de Lima (ou Limão)
Misture todos os ingredientes em uma coqueteleira cheia de gelo. Sirva sem o gelo em um copo com a borda açucarada. Decore com uma tira de casca de lima.


Margarita
Um clássico para os amantes da tequila!
Servida: "On the rocks"; copo com gelo.
Decoração: Borda com sal; casca de limão.
Copo: Taça de Margarita.

Ingredientes:
  • 7 partes de Tequila
  • 4 partes de Cointreau
  • 3 partes de Suco de Limão ou Lima
Coloque todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Misture bem. Sirva em uma taça gelada decorada com borda de sal e uma casca de limão ou uma fatia de limão. Atenção: a borda de sal é opcional. Muita gente gosta por causa do visual, mas para mim é só um truque barato para disfarçar o gosto de tequila vagabunda. Se você usar tequila de boa qualidade, isso não é necessário. Você também pode variar as proporções dos ingredientes dependendo do seu gosto pessoal, mas essa é a proporção oficial da IBA.


Pisco Sour

Servido: Direto, sem gelo.
Copo: Old-fashioned.

Ingredientes:
  • 8 partes de Pisco
  • 4 partes de Suco de Limão
  • 3 partes de Xarope de Açúcar
  • 1 pitada de Bitters
Misture bem o Pisco, o suco de limão e o xarope numa coqueteleira com gelo e sirva no copo. Pingue um pouquinho de bitters (Angostura por exemplo) por cima depois de servido.


Whisky Sour

Decoração: Copo com borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Old-fashioned ou Cobbler (low ball).

Ingredientes:
  • 3 partes de Bourbon
  • 2 partes de Suco de Lima (ou Limão)
  • 1 parte de Xarope de Açúcar
Misturar na coqueteleira com gelo. Servir em um copo old-fashioned com gelo.


White Lady
Uma variação interessante do Sidecar, usando Gin ao invés de Cognac.
Decoração: Copo com borda de açúcar, casca de lima.
Copo: Cocktail.

Ingredientes:
  • 2 partes de Gin
  • 1 parte de Cointreau
  • 1 parte de Suco de Lima (ou Limão)
Misture os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Sirva no copo, sem o gelo, e decore com uma casquinha de lima.

18 de janeiro de 2009

Tin-tin!

O costume de brindar antes de beber é tão antigo que ninguém sabe ao certo quando e onde ele se originou. Existe uma lenda de que na Idade Média as pessoas batiam os copos uns nos outros, derrubando gotas entre os copos, para provar que eles não estavam envenenados, mas não existe nenhuma prova disso.

Considerando a universalidade do gesto de levantar os copos, podemos imaginar que isso seja tão antigo quanto os rituais, ou seja, tão antigo quanto a própria cultura humana. Talvez uma maneira de oferecer a bebida aos deuses antes de ingeri-la, pedindo por proteção e... saúde! Um gesto primitivo, precursor daquela cachacinha que jogamos para o santo.

Em todo o mundo levanta-se o copo e diz-se alguma coisa. O som dos copos batendo pode atrair os bons espíritos - ou pode ser apenas uma maneira de verificar a qualidade do cristal que o dono da casa está te oferecendo. Mas o mais importante mesmo são as intenções por trás do gesto.

Em todo o mundo se dizem várias coisas, mas o nosso bom e velho "saúde" é quase que um campeão universal. Nossos irmãos seres humanos brindam desejando "saúde" nas mais variadas línguas e nos mais diversos países:
  • Ваше здоровье! - Rússia
  • بصحتك! - Mundo Árabe
  • Egészségedre! - Hungria
  • Geiá mas! - Grécia
  • Gesondheid! - África do Sul
  • Į sveikatą! - Lituânia
  • На здраве! - Bulgária
  • На здравје! - Macedônia
  • Na zdraví! - Rep. Tcheca, Eslováquia, Eslovênia
  • Salud! - Espanha
  • Salut! - Catalunha
  • Salute! - Itália
  • Sǎnǎtate! - Romênia
  • Santé! - França e Québec
  • Saúde! - Brasil e Portugal
  • Terviseks! - Estônia
  • Topa! - Euskal Herria
  • Živjeli! - Croácia
  • Zum Wohl! - Alemanha e Áustria
Um dos principais países bebedores do mundo, a Irlanda, brinda em sua língua ancestral: "Sláinte!" - o significado, eu não sei, mas deve ser saúde.

Mas o meu brinde favorito é usado até hoje no norte da Europa e na Alemanha, e vem do tempo dos "bárbaros" que assolaram o Império Romano naquela região. Os flemish da Holanda dizem "Schol!" Os islandeses, "Skál!" Na Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia, "Skål!" Na Alemanha, a grafia adotada por aquela famigerada cerveja brasileira: "Skol!"

Se a palavra não lhes parece familiar, tentem outra língua, descendente direta dessas todas: "skull" em inglês quer dizer "crânio". Segundo a lenda, os vikings arrancavam as cabeças de seus inimigos, quebravam seus crânios e usavam a parte de dentro para beber cerveja.

É uma história, mas como quase todas as ótimas histórias, é mentira. "Skol", na língua dos vikings, quer dizer apenas... "saúde".


Errata: A cerveja Skol não é brasileira. Ela foi criada em 1964 por um consórcio internacional de empresas: Allied Breweries do Reino Unido, Labatt do Canadá, Pripps-Bryggerierna da Súecia, e a Unibra da Bélgica.

Feliz 2009!

Meus caros amigos e companheiros de copo, depois de um 2008 de muito sucesso e sem ressacas, o Drink Drinker volta com força total trazendo a vocês as melhores dicas, receitas e reflexões sobre a mais antiga das artes: o birinaite!

Obrigado a todos que nos leram e nos comentaram durante o ano de 2008. Esperamos continuar com nosso bom trabalho no novo ano que se inicia.