29 de dezembro de 2010

Scoth Blossom

Sugestão para um delicioso drink de verão:



Scoth Blossom

60 ml de uísque (Scotch)
30 ml de xarope de mel (2 partes de mel e 1 parte de água)
30 ml de suco de limão
4 a 8 folhas de hortelã

Bater em uma coqueteleira com gelo e coar em um copo com gelo. Finalizar com club soda.

27 de junho de 2010

O 'Corto Maltese'



Ingredients:

  • 4/10 Havana Club Rum
  • 4/10 Suco de abacaxi (Pineapple juice)
  • 1/10 Cointreau
  • 1/10 Suco de limão (Lime juice)
  • Algumas gotas de Grenadine (a few drops)
  • Cereja para decorar (a cherry)
Coloque os ingredientes dentro de uma coqueteleira, na ordem descrita acima.

Bata vigorosamente e sirva em um copo com gelo.

22 de abril de 2010

Gimlet


Descobri hoje que um dos meus escritores favoritos, Raymond Chandler, gostava muito de beber gimlets. Fui atrás da receita, e, para meu desespero, descobri que ela simplesmente não existe.

O gimlet é um preparo meio aleatório e permissivo, assim como os sours. Sendo assim, aqui vão alguns possibilidades de receitas para experimentação:

Eric Felten:
  • Gelo
  • 2 doses de Gin ou Vodka
  • 1/2 dose de Suco de limão
  • 1/4 a 1/2 dose de Xarope de açúcar
  • Decore com uma fatia de limão

William L. Hamilton:
  • 4 partes de Vodka
  • 1 parte de suco de limão
  • Decorar com uma casquinha de limão (twist)

Gary Regan:
  • 2 doses de Gin
  • 1/2 dose de Suco de limão
  • Decore com uma fatia de limão

Stuart Woods:

"Tire 6 doses de Vodka de uma garrafa de 750 ml bottle; coloque na garrafa 6 doses de suco de limão adoçado, adicione um pouquinho de água para formar alguns cristais de gelo, misture bem e coloque no congelador de um dia para o outro. Sirva em taças de martini. O vidro vai congelar imediatamente."

Cameron:
  • 1/4 de Suco de limão
  • 3/4 Gin
  • Misture bem e coloque em um copo alto com gelo e complete com Club Soda.

Não preciso nem dizer que quanto melhores forem os ingredientes, melhor vai ficar o drink. Experimente com Stoli ao invés Orloff, e com Beefeater's ao invés de Seager's... e saúde!

14 de novembro de 2009

Bebidas da Antiguidade

Apenas por curiosidade, vejam como os povos antigos faziam suas bebidas:

Goró Neolítico (China, 7000 a.C.)
  • Mastigue grãos de arroz para que a diastase da sua saliva quebre as moléculas de carboidrato em açúcares simples.
  • Cuspa tudo em um pote.
  • Dilua um pouco de mel para ativar suas propriedades de fermentação.
  • Misture tudo com suco de frutas e deixe fermentar.

Cerveja Godin Tepe (Mesopotâmia, 3500 a.C)
  • Deixe grãos de centeio brotarem e depois torre-os para deixá-los maltados.
  • Moa os grãos com rochas basálticas.
  • Adicione água.
  • Adicione frutas ou mel para começar a fermentação.
  • Coloque alguns rabanetes para dar gosto.
  • Beba direto do garrafão com um canudo comprido.

Soma Centro-Asiático (Turcomenistão, 2000 a.C.)
  • Em uma bacia grande, amasse algumas efedras, plantas de maconha e papoulas.
  • Filtre suco de frutas através de um funel cheio de lã.
  • Misture com vinho de uva.
  • Beba e espere até as árvores começarem a dançar, as cobras começarem a falar, e o céu ficar vermelho.

Bronze Age Nordic Grog (Denmark, 1400 BC)
  • Fermente o suco de alguns cowberries e cranberries.
  • Fermente grãos de trigo.
  • Acrescente mirtilos do pântano, pólen de limoeiro, e trevos brancos.
  • Misture e divirta-se.

Hurricane - Minha Receita

Por incrível que pareça, minha bebida mais famosa nunca apareceu aqui no blog.

Nos capítulos anteriores, quando citei o Hurricane, botei uma receita que achei na internet. Depois tivemos um post especial escrito pelo Nix, onde ele dava a receita dele. Como esse drink não é oficializado pela IBA, ele não tem uma receita fixa tradicional, e cada pessoa faz de um jeito.

Pois bem. Chegou a hora de eu dar minha receita pessoal.

Hurricane do Drink Drinker

  • 1 parte de rum Bacardi Oro
  • 1 parte de suco de laranja
  • 1 parte de suco de maracujá
  • 1 parte de sweet-and-sour mix

Para facilitar sua vida, vou mandar a receita dichavada adaptada para a realidade brasileira:

2 copos de Bacardi Oro
2 copos de água
1 copo de suco de maracujá Maguary concentrado
1 copo de suco de laranja Maguary concentrado
1 copo de açúcar cristal
1 copo de suco de limão

É só misturar tudo muito bem em uma jarra, e servir em copos altos com gelo.

Saúde, e peguem leve, que esse drink desce suave, mas é forte!

26 de outubro de 2009

Receitas dos drinks de "Mad Men"



A revista Debonair publicou um post em seu blog listando e ilustrando os drinks preferidos dos personagens do seriado "Mad Men", da HBO:

Mad Cocktails - The drinks of Madmen

Recomendo a leitura, e também o seriado, que é muito bom! É impressionante sentir a realidade dos anos 1960 quando as pessoas bebiam e fumavam indiscriminadamente sem saberem ao certo que mal aquilo provocaria. No caso das bebidas, hoje em dia criou-se uma paranóia muito forte, e pessoas que queiram beber 1 ou 2 drinks precisam se esconder da polícia moral. Beber de dia então, é um sacrilégio... Acho tudo isso uma besteira. Claro que o pessoal do seriado exagera um pouquinho, mas por outro lado devia ser muito bom viver em um mundo onde você pode freqüentar os bares e restaurantes maravilhosos que aparecem na série e beber aqueles cocktails bem-preparados e visualmente atraentes. Uma distante realidade que aos poucos tentamos mudar, pelo menos nos pequenos bares que temos em casa!

8 de julho de 2009

Xarope!

Nossa leitora Dani Strudel mandou uma pergunta intrigante: o que é esse tal de xarope de açúcar que eu vivo colocando nas receitas e nunca explico o que é?

O xarope, conhecido em inglês como "simple syrup", é apenas uma mistura de água com açúcar, normalmente usada nos drinks para equilibrar o amargo de outros ingredientes como o suco de limão e de lima.

O método de preparo é muito simples. Vou explicar aqui como eu faço na minha casa, e você pode experimentar e ir mudando o procedimento de acordo com suas necessidades.
  1. Toma-se de 1 medida de água filtrada e 1 medida de açúcar.
  2. Coloque a água para ferver em uma leiteira pequena.
  3. Quando estiver fervendo "em caixão", abaixe o fogo e comece a despejar o açúcar aos poucos, sempre mexendo bastante até dissolver cada colherada.
  4. Procure deixar o fogo baixo e dissolver o açúcar bem rápido, senão o caldo começa a escurecer e fica com um leve gosto de caramelo. Se escurecer um pouquinho ninguém vai morrer por causa disso, mas fique atento da próxima vez. O ideal é que ele fique cristalino, transparente.
  5. Espere a mistura esfriar, coloque em um pote com tampa, e guarde na geladeira, longe das formigas e das abelhas.
Mais moleza que isso, só sopa de scargot.

Essa proporção de água e açúcar a 1:1 pode ser variada. Tem gente que gosta de tentar colocar o máximo de açúcar que as leis da física permitam, mas não precisa exagerar. Quando estiver craque no procedimento, pode experimentar outras proporções até encontrar a sua predileta.

Pode guardar o xarope na geladeira sem susto, ela não endurece e nem cristaliza. Já deixei meu pote 1 mês na geladeira e tudo continuou como no dia em que o xarope foi feito (isso na proporção 1:1, não sei se com o caldo mais concentrado ele pode agir de maneira diferente).

Você já deve ter visto por aí também um tal de "sweet and sour mix". Normalmente ele é feito com xarope de açúcar misturado com suco de limão, tambpem na proporção 1:1 - mas como os dois misturam facilmente, eu não costumo deixar isso preparado antecipadamente. Quando a receita pede sweet & sour mix, eu apenas coloco metade de xarope e metade de suco de limão.

Durante um bom tempo eu achei que esse xarope de açúcar era frescura e usava apenas açúcar refinado direto nos drinks. Obviamente eu estava era com preguiça de cozinhar. Os drinks não ficavam exatamente ruins, mas depois que comecei a usar o xarope de verdade minha vida mudou para melhor. Além de modificar a textura dos drinks, o xarope dá um tipo de adocicado que é diferente do açúcar puro. E também, por ser um líquido, ele se mistura totalmente às outras bebidas, ao invés de ficar depositado no fundo do copo como o açúcar normal.

Acho que é isso! Divirtam-se!

2 de julho de 2009

Nosso bom e velho amigo GIN!

Estou com uma garrafa do delicioso gin Bombay Saphire aqui em casa e não estava sabendo o que fazer com ele, já que estou entediado de tomar gin tônica. Resolvi então fazer uma rápida pesquisa e encontrei algumas pequenas pérolas de simplicidade, que exigem poucos ingredientes e realçam o sabor do gin.

Bronx
  • 2 doses de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Laranja
  • 1/2 dose de Vermute Seco
  • 1/2 dose de Vermute Doce
Bater tudo com gelo em uma coqueteleira e servir coado em uma taça de cocktail.

Gimlet
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Limão
  • 1/2 dose de Xarope de Açúcar
Misturar tudo com gelo em uma coqueteleira e servir sem gelo em uma taça de cocktail. Decorar com uma casquinha de limão.

Gin Sling
  • 1 dose de Gin
  • 1 dose de Suco de Lima
  • 1/4 de dose de Xarope de Açúcar
  • 2 colher de chá de Água
Misture tudo com gelo em uma coqueteleira e vire com gelo e tudo em um copo highball. Decore com um lemon twist.
Gin Sour
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Lima
  • 1/2 colher de chá de Açúcar Refinado
Misture tudo em uma coqueteleira com gelo. Sirva com gelo em um copo baixo decorado com uma cereja.

Tom Collins
  • 1 dose de Gin
  • 1/2 dose de Suco de Lima
  • 1 colher de chá de Açúcar
  • 2 doses de Club Soda
Misture o gin, o suco de lima e o açúcar em uma coqueteleira com gelo. Sirva em um highball com gelo. Complete com a Club Soda e decore com uma fatia de lima.

28 de maio de 2009

Macacos x Drinks



Trecho de um documentário da BBC sobre comportamentos estranhos em animais. Segundo o estudo realizado com esses macacos do caribe, as porcentagens de espécimes que não bebem álcool, que bebem moderadamente, e que bebem até cair, são exatamente as mesmas da nossa espécie. Ou seja, a tolerância e o gosto por álcool são definidos pelo DNA, e não pela cultura.

A única diferença é que, entre os macacos, quem bebe até cair é respeitado como um bom líder. Se bem que, lembrando do Churchill e do Boris Yeltsin, até que...

26 de maio de 2009

Socorro!

Nossa ilustríssima leitora Júlia enviou essa pequena obra-prima dos bares domésticos:





(clique na foto para ver mais)

24 de maio de 2009

Kampai! A história do sakê.

Toda grande civilização tem uma grande bebida. E a milenar cultura japonesa não teria passado por tantos séculos de glória sem a ajuda desse combustível essencial: o sakê.

Vamos começar nossa aventura de hoje pelo começo, corrigindo duas confusões. A primeira é que a palavra sakê, na língua japonesa, é apenas um termo genérico para descrever qualquer bebida alcoólica. O nome "correto" disso que nós chamamos de sakê é "nihonshu" (日本酒). A segunda é que muita gente chama o sakê de "vinho de arroz", quando na verdade seu processo de fermentação é diferente tanto do do vinho quanto do da cerveja.

Mas vamos evitar a fadiga e chamar o nihonshu de sakê mesmo. Bola pra frente.

Como muita coisa no Japão, a origem do sakê é tão antiga que ninguém sabe direito como tudo começou. Fato é que existem documentos que descrevem, no ano 712 do nosso calendário, os simpáticos habitantes daquela distante ilha asiática envolvidos em um ritual de bebedeira e dança. Existem também registros de produção de uma bebida usando grãos mastigados e cuspidos para fermentar - processo semelhante ao nosso brasileiríssimo cauim. Essa é uma dar formas mais antigas conhecidas pelo homem de transformar plantas em goró, e os chineses já a utilizavam no século XIV a.C.!

No período Asuka da história do Japão (entre 538 e 710 d.C.) o sakê já era a bebida alcoólica predominante naquele país, e sua receita básica já era utilizada. Os ingredientes utilizados para sua produção eram apenas três: água, arroz, e um fungo chamado kôji (nome científico Aspergillus oryzae, o mesmo que é utilizado na produção do molho de soja e do missô). Inicialmente essa produção era monopólio do governo, mas por volta do século X os templos budistas e shintoistas começaram e produzir seu próprio sakê, e se tornaram os principais produtores da bebida até o século XV.

Durante a Restauração Meiji, o governo liberou a abertura de fábricas de sakê, e em cerca de 1 ano foram abertas 30.000 destilarias da bebida em todo o Japão. No entanto, os impostos cada vez mais agressivos fecharam a maioria delas, e esse número caiu para "apenas" 8.000. A maioria delas era controlada por senhores de terras e fazendeiros que plantavam arroz e aproveitavam as sobras de colheita para produzir sakê.

Ao longo do tempo a produção de sakê foi ficando cada vez mais especializada e lucrativa. Em 1904 o governo japonês criou o Instituto de Pesquisas da Produção de Sakê, uma espécie de Embrapa especializada em "bebidas adultas". Em 1907 o governo também lançou um concurso para eleger os melhores sakês do Japão, incentivando o aumento de qualidade dos produtos.

Nesse início de século XX também chegaram os tonéis vitrificados, que o governo obrigou os produtores a usar em substituição aos de madeira. A explicação oficial eram os motivos de higiene, mas o fato dos novos tonéis evitarem a evaporação, aumentando a produtividade e, conseqüentemente, os impostos, também deve ter pesado na decisão do governo.

A última grande revolução no método de produção do sakê ocorreu durante a II Guerra Mundial, quando o racionamento de alimentos diminuiu significantemente o volume de arroz disponível para a produção de bebidas. Os produtores criaram então novos métodos de produzir a bebida, misturando álcool puro e açúcar na massa fermentada de arroz. Infelizmente esse método se tornou o padrão de indústria e é usado até hoje - estima-se que 75% do sakê produzido hoje utilize essa estratégia que desrespeita a tradição.

Paradoxalmente, após a II Guerra Mundial o sakê não voltou a seus índices anteriores de popularidade, mas entrou em declínio em seu país de origem. À medida em que os anos de passam, a qualidade do sakê japonês aumenta, mas seu consumo doméstico diminui. Nos anos 1960, o consumo de cerveja no Japão ultrapassou o de sakê, e de lá pra cá sua popularidade em seu país de origem apenas decaiu.

Felizmente, no resto do mundo, sua popularidade, cresceu. Com fábricas espalhadas na China, Ásia, América do Sul, América do Norte e Austrália, a bebida japonesa alcançou status mundial e é hoje consumida nos quatro cantos do mundo.

50 posts!

Só pra registrar que ultrapassamos a marca de 50 posts... Gostaria de agradecer a todos que nos visitam e deixam seus comentários, é muito importante para nós saber a opinião de vocês. Nossa cruzada épica em nome da boa bebedeira não faria sentido se não fosse por vocês.

Tin tin!

Sky-bar em Praga

A gente que mora aqui no Brasil se acostumou a associar o ambiente da bebedeira a mesinhas de plástico instaladas em uma calçada, ou no máximo um botecão azulejado. Tudo bem, acho tudo isso muito doido, mas às vezes eu sinto falta de ter uma opção mais "profissional".

Historicamente os grandes bares do mundo sempre foram os dos hotéis internacionais, e foram nesses bares que nasceram vários dos drinks mais clássicos e históricos que conhecemos hoje. Aqui em minha querida e humilde cidade de Belo Horizonte fica cada vez mais difícil encontrar um lugar razoável para beber - e é impossível ver um bar como esse.

Estou falando do "Cloud 9" que fica no alto do hotel Hilton de Praga, capital da República Tcheca (região da Boêmia para os íntimos). Dêem uma bela olhada nesse link. Reparem na vista, nos drinks, mas especialmente na decoração e na ambientação do lugar. Cada detalhe importa: a distância entre as cadeiras, a iluminação, as cores, as texturas dos materiais... *lagriminha*

13 de maio de 2009

Resenha: Áustria Beer - Amber

Há alguns anos atrás saiu uma pesquisa sabe-se-lá-de-quem dizendo que Belo Horizonte era a melhor cidade do mundo para morar. Obviamente todos rimos muito disso e mais ainda das propagandas que a Prefeitura fazia em cima dessa "constatação".

Pois bem. Anos depois, ouso pensar que talvez seja verdade.

Explico. Belo Horizonte fica em uma região abençoada por inúmeras fontes de água natural, que vem de mananciais subterrâneos limpinhos e cheirosos. Graças a isso (e a outros fatores sobre os quais não pretendo me estender), de alguns anos para cá a produção belorizontina de cerveja aumentou muito em volume, diversidade, e, principalmente, qualidade.

As últimas estimativas apontavam um número de aproximadamente 220 cervejarias artesanais nas redondezas da capital alterosa. Além delas, existem pelo menos 4 fábricas de chopp - Falke, Wäls, Backer e Krug - que lentamente vão se posicionando no mercado local, dando aos belorizontinos opções choppísticas muito superiores ao lixo distribuído pela Ambev.

Recentemente a Krug Bier lançou no mercado local sua versão engarrafada: a cerveja Áustria. A fábrica fica no bairro Jardim Canadá, a apenas alguns quilômetros da minha casa e dos princiáis bares do Centro e da Savassi. Isso garante uma cerveja fresca e saudável, produzida apenas com malte de cevada, água e lúpulo. Nada de arroz, milho, conservantes, odorizantes, corantes ou sabão em pó.

Uma garrafa de 600ml custa em média uns 7 reais. É uma cerveja honesta, boa, limpinha e trabalhadeira. Vale a pena experimentar!

Existem outros dois sabores além do "Amber" que eu ainda não experimentei, mas pretendo preencher essa lacuna em breve.

Maiores informações no site da empresa.

11 de maio de 2009

História da Cerveja (infográfico)

O site Manolith publicou um post com um info-gráfico da História da Cerveja. É muito bacana, recomendo a todos a leitura:

http://www.manolith.com/2009/04/15/history-lesson-the-story-of-beer/

O Mapa do Goró

(interessante notar que o mapa da bebida é muito parecido com o mapa da riqueza e do desenvolvimento... fica a dica!)

4 de maio de 2009

Os uísques mais caros do mundo

Eu estava passeando em um blog chamado Most Expensive quando me deparei com um post sobre os uísques mais caros do mundo. Vejam a lista:
  • Bourbon: Old A. H. Hirsch Reserve - US$ 300,00
  • Canadian: Crown Royal’s Extra Rare Heritage Blend - US$ 10.000,00
  • Scotch: Dalmore 62 Single Highland Malt Scotch Whisky - US$ 58.000,00
  • Irish: Nun’s Island Distillery Pure Pot Still Whiskey - US$ 143.020,00

Não é esquisito que o uísque irlandês mais caro do mundo seja muito mais caro do que o bourbon mais caro? Duvido muito que um uísque consiga ser 476 vezes melhor do que outro.

Acontece que o preço das bebidas é uma coisa totalmente subjetiva, que não depende apenas da qualidade da bebida. Além disso, esse uísque irlandês sequer foi vendido por esse preço: a loja apenas o oferece por ele, mas até agora ninguém comprou a única garrafa existente. Já o tal scotch de 58.000 pratas foi leiloado e comprado por esse preço. O canadense é exclusivíssimo, e foi servido até mesmo para a Rainha Elizabeth II.

A lição aqui é: nem sempre a bebida mais cara vale mais. A relação custo-benefício deve ser sempre levada em conta - desde que o custo não seja exorbitante, e que o benefício não seja pequeno demais. Ainda não vale a pena tomar uma vodka assassina por apenas 3 reais o litro!

Quanto a mim, se tivesse tanto dinheiro sobrando, iria preferir comprar 476 garrafas do melhor bourbon do mundo do que uma única garrafa do melhor irlandês...